Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Dengue mata bebê de oito meses no Rio e sobe para 51 o número de mortos

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro confirmou na segunda-feira a 51ª morte por dengue. Foi um bebê de oito meses, filho de uma família de moradores do centro da cidade, que morreu no último dia 2, no Hospital Souza Aguiar. (Leia Mais)

Segunda, 14 de Abril de 2008 às 17:47, por: CdB

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro confirmou na segunda-feira a 51ª morte por dengue. Foi um bebê de oito meses, filho de uma família de moradores do centro da cidade, que morreu no último dia 2, no Hospital Souza Aguiar.

O total de notificações já chega a 50.386 na cidade. Segundo as estatísticas da SMS, nas três semanas anteriores o número de casos apresentou queda acentuada. Na última semana de março, foram notificados 5.303 casos de dengue; na primeira semana de abril, 2.640; e na semana passada, 299.

Perguntado, por e-mail, se os números já podem apontar se o pico da doença ficou para trás, o prefeito Cesar Maia preferiu ser cauteloso.

— Não por esse números, pois a digitação de abril está atrasada. Mas, no cálculo que fazemos, a curva é descendente a partir da semana terminada dia 28 de março. Mas não podemos precisar a inclinação —, disse.

Empresas de controle de vetores e pragas irão combater gratuitamente focos do mosquito transmissor da dengue. Os secretários de Saúde, Sérgio Côrtes, e do Ambiente, Carlos Minc, o presidente da Feema (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente), Axel Grael, e a Associação Brasileira de Controle de Vetores e Pragas (ABCVP) assinaram nesta segunda-feira dois importantes convênios para eliminar a larva do mosquito Aedes aegypti.

O primeiro convênio, assinado na sede da Secretaria de Saúde, no Centro da capital, com empresas de higienização, permitirá o mapeamento dos macrofocos do mosquito na cidade. A segunda parceria, com empresas dedetizadoras, destina-se ao fornecimento de biolarvicida para condomínios que solicitarem o serviço de dedetização.

Para efetuarem o serviço, as 360 empresas de dedetização irão receber da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária; vinculada ao Ministério da Agricultura) 8.000 doses de biolarvicida.

'Epidemia ainda não está sob controle'

O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, reconheceu nesta segunda-feira que a epidemia de dengue no Rio de Janeiro ainda não está sob controle e que os hospitais da rede pública têm recebido grande número de pacientes com a doença.

Nesta tarde, mais um centro de hidratação contra a dengue foi inaugurado. O local escolhido foi o Hospital Estadual Albert Schweitzer em Realengo, na Zona Oeste da cidade. Côrtes disse que a estratégia (de combate à dengue) tem sido correta.

— Ainda temos um número de casos elevados, mas estamos conseguindo uma melhor organização das emergência: A estratégia dos centros de hidratação vem dando certo —, afirmou o secretário.

Côrtes disse que a epidemia ainda está no auge e que não se pode comemorar nenhuma diminuição do número de casos, mas ressaltou que os centros de hidratação têm conseguido diminuir a letalidade.

— Tanto que nós vamos ampliar os centros de hidratação, principalmente para a Baixada Fluminense. O risco de epidemia para o ano que vem existe. A dengue não está sob controle. Acho que avançamos muito, melhoramos, mas ainda temos filas com tempo de espera —, disse.

O secretário disse, no entanto, que os pacientes com suspeita da doença terão atendimento preferencial nos centros de hidratação, que vão contar com um clínico-geral e um pediatra durante 24 horas.

A dona de casa Angélica Silva de Souza, de 28 anos, que diariamente leva a filha de um ano e meio ao Hospital Albert Schweitzer para tratamento de dengue, foi ao centro de hidratação no primeiro dia de funcionamento. Ela disse que, apesar da demora no atendimento, os médicos foram atenciosos. Angélica esperou mais de quatro horas para que a filha fosse atendida, mas acredita que o centro de hidratação vai ajudar no tratamento.

— Esperei horas pelo resultado do exame de sangue da minha filha e só depois é que ela foi atendida. Ela está com manchas e dor no corpo e já teve febre e vômito. Eu estou preocupada, o atendimento está sendo demorado, mas os méd

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