Uma quadrilha que clonava celulares e habilitava as linhas para traficantes foi desmantelada em São Paulo. Policiais do Departamento de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc) prenderam cinco suspeitos de envolvimento no esquema.
Além das clonagens, os acusados também montavam centrais telefônicas clandestinas que intermediariam ligações entre integrantes de facções criminosas, que atuam em presídios no estado.
Técnicos do combate a fraudes da empresa de telecomunicações Vivo, que acumula mais de R$ 15 milhões de prejuízos causados pelas fraudes, também colaboraram nas investigações. Há suspeita de que funcionários da própria empresa de telefonia estariam a serviço dos presos, pois eles tinham todos os códigos e programas necessários para habilitar as linhas.
Os detidos são: o comerciante Florisvaldo Alves da Silva, de 33 anos, dono de uma agência de venda de automóveis em Itu; a dona-de-casa Débora Ferreira de Almeida de Souza, de 28 anos; o técnico em informática Carlos Eduardo Cândido de Souza, de 25, o aeroviário Obertson Mello de Castro Santos, de 21; e o operador de sistemas de alarme Claudenir Quaresina Júnior, de 25.
Investigadores da equipe do delegado José Ordele Alves de Lima Júnior apreenderam dezenas de celulares, computadores, disquetes com programas de uso exclusivo da Vivo, documentos com nomes e apelidos de clientes dos acusados, listagem com milhares de números de celulares vendidos ou à disposição para ser clonados, além equipamentos para realizar a clonagem dos telefones.
O delegado Everardo Tanganelli, divisionário da Dise, disse que as investigações ainda estão em andamento para a identificação de outros envolvidos, como eventuais funcionários da Vivo.