Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Democratas querem que Bush corrija rumo no Iraque

Sexta, 16 de Abril de 2004 às 00:46, por: CdB

Líderes democratas do Congresso dos EUA instaram na última quinta-feira o presidente George W. Bush a reconhecer os erros cometidos na guerra no Iraque, a fazer correções e a buscar uma maior participação internacional para estabilizar esse país árabe.
 
Os senadores Joseph Biden e Patrick Leahy, e o membro da Câmara de Representantes, Charles Rangel, fizeram discursos em que pediram ao Governo que corrija o rumo no processo do Iraque e evite ampliar a violência na região.

Os três líderes democratas disseram que Washington deve abandonar sua política unilateral e procurar mais ajuda da comunidade internacional para pacificar e estabilizar o Iraque.

- Está acabando o tempo e há uma palpável necessidade de falar com franqueza sobre os desafios que enfrentamos e sermos sinceros com o povo americano sobre o que se requereria dele nesta guerra - disse Biden, em um discurso feito ante o Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

Biden, presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, criticou a demora de Washington em reconhecer os erros cometidos antes, durante e depois da invasão do Iraque, e 'manter uma política falida'.

- Alguns acham que já perdemos no Iraque. Não estou de acordo (mas)... estamos entre uma insurgência e uma insurreição estendida - advertiu Biden, depois de assinalar que a vitória está depende de 'um plano coerente' e um maior apoio mundial.

Biden recomendou que o governo de Bush envie mais tropas ao Iraque, busque a ajuda do mundo para criar uma junta internacional que supervisione a transição política, e consiga uma resolução das Nações Unidas que respalde o processo eleitoral.

Rangel questionou a decisão de Bush de 'manter o rumo' empreendido no Iraque, 'se não sabemos como chegamos nele nem onde ele nos levará'.

Em seu estado de Vermont, Leahy resumiu a idéia da oposição de que os EUA elaborem uma estratégia 'multilateral' que conte com o apoio de todo o mundo, incluindo aos árabes e muçulmanos.

As declarações dos três democratas foram formuladas em momentos em que a onda de violência no Iraque e o aumento das baixas americanas ocupam cada vez mais as manchetes dos jornais, fazendo crescer as dúvidas sobre a estratégia militar de Washington.

Desde o dia 31 de março, pelo menos 93 soldados americanos morreram no Iraque, o que aumentou a cifra de baixas dentro e fora do campo de batalha para mais de 680 desde o início da guerra em março do último ano.

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