O presidente do ABN Amro Brasil, Fábio Barbosa, disse nesta segunda-feira que, pelo menos por enquanto, nada deve mudar para os clientes do Banco Real no Brasil. Mesmo se o negócio for confirmado - decisão que só será conhecida em agosto - a marca do banco deverá ser mantida no país.
Além disso, segundo o executivo, os funcionários do banco no Brasil deverão ser poupados do plano de corte de 23.600 empregos previsto na operação.
- Via de regra, as demissões acontecem onde há muita sobreposição de atividades, o que não é o caso no Brasil -, comentou.
Barclays e ABN Amro - controlador do Banco Real - anunciaram nesta terça-feira os detalhes de seu plano de fusão, um negócio avaliado em 45 bilhões de libras esterlinas (R$ 185 bilhões) e que, se confirmado, vai criar o quinto maior banco do mundo. A confirmação ou não sobre o negócio deve sair em agosto.
Os termos do negócio prevêem a extinção de 12.800 vagas e a transferência de outras 10.800 para locais onde os custos de mão-de-obra são mais baratos. O Barclays tem 123 mil funcionários e o ABN Amro, 94 mil. Os números excluem os empregados do banco LaSalle, unidade norte-americana do banco holandês, que será vendida ao Bank of America como parte da operação.
O Barclays deverá manter a marca Banco Real, principal operação do ABN Amro no Brasil, caso o acordo entre as instituições seja fechado, avaliou o presidente do banco holandês no Brasil, Fabio Barbosa. Ele citou o exemplo do sul-africano Absa Bank, que continuou com a mesma denominação após a compra pelo banco inglês, em 2005.
Pelo plano anunciado nesta manhã, o nome da nova instituição formada da união entre os bancos será apenas Barclays, sem referência ao grupo holandês, mas com sede em Amsterdã.
Demissões do ABN não devem afetar Banco Real, diz executivo
Segunda, 23 de Abril de 2007 às 18:10, por: CdB