Rio de Janeiro, 19 de Janeiro de 2026

Demissões do ABN não devem afetar Banco Real, diz executivo

Segunda, 23 de Abril de 2007 às 18:10, por: CdB

O presidente do ABN Amro Brasil, Fábio Barbosa, disse nesta segunda-feira que, pelo menos por enquanto, nada deve mudar para os clientes do Banco Real no Brasil. Mesmo se o negócio for confirmado - decisão que só será conhecida em agosto - a marca do banco deverá ser mantida no país.

Além disso, segundo o executivo, os funcionários do banco no Brasil deverão ser poupados do plano de corte de 23.600 empregos previsto na operação.

- Via de regra, as demissões acontecem onde há muita sobreposição de atividades, o que não é o caso no Brasil -, comentou.
 
Barclays e ABN Amro - controlador do Banco Real - anunciaram nesta terça-feira os detalhes de seu plano de fusão, um negócio avaliado em 45 bilhões de libras esterlinas (R$ 185 bilhões) e que, se confirmado, vai criar o quinto maior banco do mundo. A confirmação ou não sobre o negócio deve sair em agosto.

Os termos do negócio prevêem a extinção de 12.800 vagas e a transferência de outras 10.800 para locais onde os custos de mão-de-obra são mais baratos. O Barclays tem 123 mil funcionários e o ABN Amro, 94 mil. Os números excluem os empregados do banco LaSalle, unidade norte-americana do banco holandês, que será vendida ao Bank of America como parte da operação.

O Barclays deverá manter a marca Banco Real, principal operação do ABN Amro no Brasil, caso o acordo entre as instituições seja fechado, avaliou o presidente do banco holandês no Brasil, Fabio Barbosa. Ele citou o exemplo do sul-africano Absa Bank, que continuou com a mesma denominação após a compra pelo banco inglês, em 2005.

Pelo plano anunciado nesta manhã, o nome da nova instituição formada da união entre os bancos será apenas Barclays, sem referência ao grupo holandês, mas com sede em Amsterdã.

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