Desde a semana passada, a Secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto tem um novo assessor. O jornalista Spensy Pimentel foi demitido e Fábio Kerche está substituindo o colega, que acompanhava o presidente desde as eleições presidenciais. De acordo com o secretário de imprensa da Presidência, Ricardo Kostcho, a demissão de Spensy faz parte de uma reformulação em sua secretaria. Segundo ele, esta reformulação passa pelo lançamento de um novo site da Presidência dentro de, no máximo, 30 dias. Nos bastidores do Palácio do Planalto, as informações são diferentes da explicação de Kostcho. Spensy teria sido afastado por estar muito ligado aos jornalistas que fazem a cobertura direta do Planalto. Spency era o único integrante da equipe de comunicação do governo que fazia a ligação com a imprensa e atendia a todos os pedidos de informação. Ao responder aos jornalistas credenciados sobre o porquê da demissão de Spensy, Koscho disse que cabia apenas a ele escolher sua equipe, assim como não poderia interferir na escolha dos repórteres que fazem a cobertura do Planalto pelas empresas jornalísticas. Spensy se recusou a comentar sua saída do governo. O cuidado do governo em relação à comunicação da Presidência contribuiu para a criação de uma espécie de manual de defesa contra a imprensa. Há um mês está em funcionamento o Serviço de Pronta Resposta (SPR), criado por orientação da Secretaria de Comunicação de Governo, que visa não deixar sem resposta imediata nenhuma notícia que o governo considere errada. O manual foi criado pelo jornalista Bernardo Kucinski, assessor especial do ministro de Comunicação, Luiz Gushiken, e passou por vários aperfeiçoamentos. Didático, o Manual de Serviço de Pronta Resposta traz 15 regras básicas para conseguir que as cartas-resposta sejam publicadas pelos jornais. Teoricamente, quando a pessoa e/ou instituição se sente lesada com alguma matéria publicada ou veiculada em algum órgão de comunicação, ela tem direito a um espaço no mesmo veículo para se retratar. Entre as regras estão o uso de "linguagem educada", "precisão nas respostas" e "fazer algum elogio à matéria".
Demissão do assessor de imprensa de Lula é justificada como reestruturação
Terça, 08 de Julho de 2003 às 14:16, por: CdB