Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

Demissão de ministro da Saúde é publicada no DO

O Diário Oficial da União publicou, na manhã desta quinta-feira, a exoneração do ministro da Saúde, Marcelo Castro, que pediu demissão na quarta-feira.

Quinta, 28 de Abril de 2016 às 07:19, por: CdB

O ministro da Saúde foi um dos três ministros do PMDB que se negaram a deixar os cargos após o desembarque do partido do governo

Por Redação, com ABr - de Brasília:
O Diário Oficial da União publicou, na manhã desta quinta-feira, a exoneração do ministro da Saúde, Marcelo Castro, que pediu demissão ontem. A medida veio acompanhada do termo “a pedido”. Na quarta-feira, Castro já havia confirmado que entregaria sua carta de demissão, apesar de ter se manifestado por diversas vezes ter “compromisso com o cargo”.
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Os peemedebistas Henrique Eduardo Alves e Mauro Lopes também deixaram o Ministério do Turismo e a Secretaria de Aviação Civil, respectivamente
Ele foi um dos três ministros do PMDB, junto com Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Kátia Abreu (Agricultura), que se negaram a deixar os cargos após o desembarque do partido do governo, imposto pela direção nacional a todos os correligionários no fim de março. Também deputado federal, Castro se licenciou do cargo para votar contra o impeachment da presidenta Dilma Roussef na Câmara, tendo sido reconduzido ao posto logo após a votação. Pansera fez o mesmo movimento, mas não retornou ao ministério. Psiquiatra de formação, o ex-ministro da Saúde havia sido nomeado ministro em outubro, em meio a uma reforma ministerial promovida pela presidente Dilma Roussef com a intenção de recompor sua base de apoio no Congresso. Durante sua passagem pelo ministério, ele passou por pelo menos uma grave crise de saúde pública: o aumento agudo no número de casos microcefalia (malformação no cérebro de bebês), espalhados pelo país. Descobriu-se depois que a anomalia tinha ligação com um surto do vírus Zika. Castro também se envolveu em polêmica junto à comunidade especializada ao nomear o psiquiatra Valencius Wurch Duarte Filho, que, no passado, defendeu a existência de manicômios, para a Gerência Nacional de Saúde Mental, em dezembro. Outros nomes Os peemedebistas Henrique Eduardo Alves e Mauro Lopes também deixaram o Ministério do Turismo e a Secretaria de Aviação Civil, respectivamente. Helder Barbalho, que comandava a Secretaria de Portos, e Eduardo Braga, o Ministério de Minas e Energia, deixaram os cargos por se sentirem desconfortáveis com a decisão do PMDB após a abertura do processo de impeachment de Dilma, com amplo apoio do partido na Câmara. Os dois, no entanto, haviam sinalizado que apoiariam a presidenta na tarefa de tentar barrar o processo no Senado. Braga e o pai de Helder, Jader Barbalho, têm mandato no Senado. Casa da Moeda A presidenta Dilma Rousseff exonerou Mauricio Visconti da presidência da Casa da Moeda e Felipe Mendes da presidência da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf). Visconti é ligado ao PTB e havia assumido o cargo em outubro. Nenhum interino foi indicado para o seu lugar. O PTB se posicionou a a favor do impeachment de Dilma. Mendes, ex-vice-governador do Piauí, havia sido indicado pelo PP e pediu afastamento do cargo quando a bancada do partido na Câmara decidiu votar a favor do impeachment de Dilma. Assume interinamente a presidência da Codevasf José Alexandre da Costa Machado.
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