Aécio e Aloysio participaram de toda a convenção, que reuniu os principais líderes democratas, como o prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto, deputados, senadores e alguns militantes. O presidente do partido, senador José Agripino Maia (RN), destacou que as alianças estaduais costuradas ao longo dos últimos meses e fechadas nas convenções estaduais foram feitas pensando nas eleições presidencial e estaduais. Agripino disse que as alianças do DEM nos Estados foram as mais convenientes para o partido e feitas de comum acordo com o PSDB.
– Quando não foi possível a confluência com o PSDB, as coisas foram combinadas com o partido, mas respeitada a autonomia do DEM – disse.
Indicado na noite passada como coordenador-geral da campanha de Aécio, Agripino disse que exercerá a função de forma natural, em função das conversas mantidas, até agora, com o senador mineiro.
– Construímos muito e vamos continuar com o objetivo de ganhar a eleição – disse.
Em discurso, Aécio disse que, a partir de agora, o PSDB e o DEM passam a ser um só, para construir uma enorme travessia, com coragem para vencer a eleição presidencial de outubro próximo.
– Não haverá qualquer diferença de tratamento entre os nossos partidos na coligação. Teremos uma caminhada com muitos obstáculos pela frente. Estou na disputa porque quero mudar o Brasil. Não teremos as armas do governo, nem o tempo de propaganda (no rádio e na televisão), mas temos confiança, crença de que é possível construir algo novo. Falar de futuro, de esperança e de crença – destacou.
O senador mineiro disse que a chapa formada por dois tucanos é a chapa da coligação e foi construída a partir de conversas amplas que incluíram todos os partidos da aliança.
– Hoje nós somos um só corpo, um só pensamento na busca do resgate da credibilidade do país, da retomada do crescimento, dos avanços sociais, que deixaram de existir. Não existe qualquer tipo de diferenciação entre PSDB, o DEM e outros partidos da aliança – todos nós teremos a mesma responsabilidade, o mesmo espaço e a mesma determinação para construir um projeto novo para o Brasil – concluiu.
Em São Paulo
No front estadual, o ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif, anunciou na convenção do PSD paulista ainda na noite passada, que o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, será o candidato ao Senado na chapa de Paulo Skaf (PMDB) ao governo do Estado. A decisão foi feita após o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles (PSD) recusar o convite de Skaf para ocupar a vaga de candidato ao Senado. PMDB e PSD fecharam aliança para a eleição paulista na última sexta-feira. No anúncio da aliança, Kassab havia afirmado que não seria candidato nas eleições de 2014.
– Fiz tudo pra que o Meirelles pudesse ser candidato, mas ele acabou decidindo não aceitar o convite. De manhã, quando eu trouxe essa decisão para o partido, começou uma movimentação liderada pelo Afif Domingos, pelo Cláudio Lembo [do PSD, ex-governador de São Paulo]. Eles mostrando que eu estava errado em não me candidatar. A partir disso, num trabalho feito pelos dois, eu fui me convencendo, pela manifestação de líderes, amigos e parlamentares, de que era correta a análise de que, diante da desistência do Meirelles, a postulação ao Senado era legítima, em função da experiência que tenho – concluiu Kassab.