Às véspera do anúncio da candidatura de José Serra (PSDB-SP) à Presidência da República, o Democratas – partido que integra a coligação – reafirma que vai reivindicar a candidatura à vice. O líder do partido na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), afirmou que o DEM somente desistiria da indicação à vice se o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), resolver concorrer ao cargo nas eleições de outubro, o que o próprio político mineiro já descartou, publicamente. Ainda assim, Bornhausen insistiu:
– A participação de Aécio seria fantástica. É como ter dois candidatos à Presidência numa chapa só. Para ele, as portas estão sempre abertas.
Os tucanos se reúnem na manhã deste sábado, em Brasília, para anunciar oficialmente a candidatura de Serra. Ainda não há nomes confirmados para compor a chapa como vice.
– Tem de ser alguém com afinidade com ele – disse Bornhausen.
O líder admitiu que a crise no Distrito Federal causou prejuízos ao partido, especialmente em ano eleitoral. Mas tentou minimizar o assunto.
– A crise tem DNA, que é o ex-governador Joaquim Roriz (PMDB). Foi no governo dele que tudo surgiu – disse, acusando o antecessor de José Roberto Arruda, de quem Bornhausen era aliado, na tentativa de isentar o DEM de vinculação com o escândalo de corrupção.
Bornhausen ainda afirmou que o partido não pretende punir a deputada distrital Eliana Pedrosa por ter deixado a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga, na Câmara Legislativa, as denúncias de corrupção no DF.
– Se ela está agindo de forma protelatória, tem de ser cobrada. Mas não tenho o que fazer diante de um fato que pode ser (e pode não ser). A Justiça já está agindo nesse caso. O que peço aos filiados é consciência na administração da crise – lamentou.