Rio de Janeiro, 07 de Outubro de 2026

DEM quer punir deputado que não declarou castelo à Justiça Eleitoral

Reunida na manhã desta quinta-feira para avaliar o escãndalo em que se transformou a propriedade de um castelo no interior de Minas Gerais, a Executiva Nacional do DEM estuda punir o deputado Edmar Moreira (DEM-MG), eleito corregedor da Câmara, por não haver declarado à Justiça Eleitoral a posse estimada em US$ 25 milhões. (Leia Mais)

Quinta, 05 de Fevereiro de 2009 às 11:42, por: CdB

Reunida na manhã desta quinta-feira para avaliar o escândalo em que se transformou a propriedade de um castelo no interior de Minas Gerais, a Executiva Nacional do DEM estuda punir o deputado Edmar Moreira (DEM-MG), eleito corregedor da Câmara, por não haver declarado à Justiça Eleitoral a posse estimada em US$ 25 milhões.

A sede da fazenda fica em São João Nepomuceno, no interior do Estado. Segundo o líder do DEM na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO), a denúncia não pode ser "transferida para os ombros do DEM" uma vez que Moreira não era o candidato da legenda para ocupar a corregedoria da Câmara.

– Não podem responsabilizar o DEM por um parlamentar eleito para a segunda vice-presidência que superou os votos do candidato oficial do partido. Não podem transferir isso para os ombros do DEM, apesar do DEM saber que terá que tomar atitudes nos próximos dias porque ele está filiado ao partido – afirmou o líder.

A opção do DEM para a Corregedoria era o deputado Vic Pires (DEM-PA) para a segunda vice-presidência da Câmara, que tem a função de corregedoria da Casa. Moreira lançou seu nome individualmente na disputa e foi eleito pela maioria do plenário da Câmara, à revelia do partido. Caiado preferiu não antecipar as punições cabíveis, mas disse que o partido vai agir para não arranhar a sua imagem.

– Isso é um assunto que será tratado pela nossa Executiva. O DEM é um partido que sempre agiu – afirmou a jornalistas.

Legítimo proprietário do castelo, Moreira o colocou à venda, mas declarou à Justiça Eleitoral de Minas ser proprietário apenas de um imóvel em São João Nepomuceno, sem especificar as dimensões. Em 1998, 2002 e 2006, a declaração de bens do deputado registrava uma casa e um terreno avaliados em R$ 17,5 mil, valor bastante inferior à avaliação do castelo Monalisa. O deputado possui propriedades em outras cidades.

Moreira já frequentou a Justiça por se apropriar ilegalmente de contribuições ao INSS feitas por seus empregados em uma empresa de vigilância, de acordo com denúncia, em dezembro de 2007, pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza. Na ação, o procurador relata que os impostos foram descontados dos funcionários da F.Moreira Empresa de Segurança e Vigilância Ltda., sediada em São Paulo, mas não repassados ao governo. Esta dívida, segundo a Previdência, é de R$ 1 milhão (valor de 2005, incluindo o imposto não pago, juros e multas).

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