Rio de Janeiro, 22 de Fevereiro de 2026

DEM quer explicações de Renan antes de nova representação

O DEM vai esperar explicações do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), antes de definir se vai ingressar com nova representação contra o peemedebista pelas denúncias de que usaria um dossiê para chantagear os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO). (Leia Mais)

Segunda, 08 de Outubro de 2007 às 10:18, por: CdB

O DEM vai esperar explicações do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), antes de definir se vai ingressar com nova representação contra o peemedebista pelas denúncias de que usaria um dossiê para chantagear os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO). O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), disse nesta segunda-feira que o partido deve agir com cautela antes de decidir sobre a representação.

— É preciso que o fato seja objeto de esclarecimento por parte do acusado. Impõe-se que o presidente Renan vá à tribuna da Casa se explicar. Em função disso, das suas explicações, o partido vai decidir se entrará ou não com a representação — disse o líder.

Demóstenes vai esperar as explicações de Renan, mas promete subir à tribuna do Senado para contestar frente a frente o presidente do Senado nesta terça-feira. Apesar do tom de cautela de Agripino, Demóstenes defende uma nova representação contra Renan no Conselho de Ética do Senado.

Além de Perillo e Demóstenes, Renan também é acusado de reunir material para chantagear Agripino por meio de seu filho, o deputado Felipe Maia (DEM-RN). Renan estaria vasculhando negócios do filho do senador ligados à empresa que presta serviços à BR Distribuidora, da Petrobras, no Rio Grande do Norte. A interlocutores, Renan disse ter uma "bomba" contra o líder do DEM no Senado.

— Eu não tenho nada o que temer. Se existem intenções de acusações, elas devem passar para os fatos concretos. Se algo há, que desembaracem logo, mas não no campo da chantagem. Eu não entendo como recado nenhum — cobrou Agripino.

O líder disse que o Senado está chegando "no limite do insuportável" com tantas denúncias contra Renan. 

Renan é acusado de usar seu assessor especial, Francisco Escórcio, ex-senador, para espionar Demóstenes e Perillo. Demóstenes ficou sabendo do plano de espionagem por Pedrinho Abrão, empresário e ex-deputado por Goiás.

Na semana passada, Abrão se encontrou com Escórcio,  que teria pedido a ajuda de Abrão para grampear os telefones dos senadores e fotografá-los embarcando de jatinhos de empresários da região. Abrão é dono de um hangar e de uma empresa de aviação em Goiânia.

Agripino disse que o Senado deve investigar a ligação entre Escórcio e Renan já que, como ex-parlamentar, o assessor do presidente da Casa tem acesso livre a todas as dependências do Senado.

— O senhor Escórcio circula como ex-parlamentar livremente no plenário, mas ele circula como ex-senador ou espião? — questionou Agripino.

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