Rio de Janeiro, 09 de Fevereiro de 2026

DEM quer apoio de outros partidos para nova representação contra Renan

Terça, 07 de Agosto de 2007 às 15:00, por: CdB

O partido Democratas decidiu nesta terça-feira entrar com representação no Conselho de Ética contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), por quebra de decoro parlamentar. Segundo o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), o partido vai buscar apoio de outras legendas de oposição, como o PSDB, para entrar com a representação no conselho.

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), disse que o argumento usado para a representação será a denúncia publicada na última edição da revista Veja de que Renan Calheiros teria usado “laranjas” para adquirir veículos de comunicação em Alagoas, além do fato de a transação não ter comunicada à Receita Federal e à Justiça Eleitoral.

De acordo com Agripino, a decisão, tomada em reunião da bancada, foi por “esmagadora maioria”. Sobre o apoio de outros partidos, ele disse que aguarda uma posição do PSDB.

— Desejamos que [a posição] seja consoante com a nossa para fazer uma representação única e encaminhar à Secretaria-Geral da  Mesa, para que a matéria seja apreciada pela Mesa e chegue ao Conselho de Ética —, disse.      

O DEM pretende ainda buscar entendimento com outros partidos para obstruir as votações em plenário.

— Vamos  procurar o PSDB, o PDT, outros partidos de oposição, e mesmo alguns representantes do PMDB e do governo, que também pretendam fazer obstrução, para que possamos discutir os termos dessa obstrução e para que ela possa ser eficaz —,afirmou Torres.

Agripino ressaltou que a intenção do partido é não dar quorum às sessões até que Renan Calheiros se licencie da presidência do Senado.

— Se o vice-presidente [Tião Viana, do PT do Acre], ou qualquer dos integrantes da mesa, presidir a sessão, não haverá qualquer dificuldade de se apreciar a pauta que esteja em votação —, garantiu.   

Na reunião, foi decidido também que o partido indicará para presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o senador Marco Marciel (PE). A presidência da CCJ era ocupada pelo senador Antonio Carlos Magalhães (BA), falecido em 20 de julho.
 

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