Rio de Janeiro, 05 de Agosto de 2026

DEM faz convenção com espada sobre a cabeça

Por José Dirceu - Definhando a cada eleição pela ação implacável das urnas, o DEM realiza sua convenção nacional com uma espécie de espada de Damocles sobre a cabeça: Gilberto Kassab (ainda DEM-PSDB), prefeito de são Paulo, detentor do mais poderoso posto conquistado pelo país na eleição de 2008 e seu maior investimento político desde então está abandonando a legenda.

Terça, 15 de Março de 2011 às 07:35, por: CdB

Definhando a cada eleição pela ação implacável das urnas, o DEM realiza sua convenção nacional com uma espécie de espada de Damocles sobre a cabeça: Gilberto Kassab (ainda DEM-PSDB), prefeito de são Paulo, detentor do mais poderoso posto conquistado pelo país na eleição de 2008 e seu maior investimento político desde então está abandonando a legenda. Kassab funda o Partido Democrático Brasileiro (PDB), que tanto pode ficar "solteiro" como fundir-se daqui a uns 2 anos ao PSB. Além disso a convenção demo se realiza num momento em que se proclama no país o fim dos partidos de direita e liberais. No Brasil nenhum partido se assume como de direita, mas a falência dos liberais levou o novo presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN) a sentir a necessidade de assumir-se como tal, a  reafirmar que eles ainda sobrevivem e que vai retomar exatamente os "ideais liberais" para tentar dar uma sobrevida ao partido. Resta, então, aguardar o nascimento do PDB do Kassab, mas com algumas premissas já conhecidas de todos: se a legenda for só um casuísmo para uma filiação disfarçada do prefeito paulistano e de seu grupo (que já foi maior no início das articulações e definha a cada dia) ao PSB, eles podem ter problemas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até porque o próprio DEM já antecipou que vai ao TSE para exigir o cumprimento da lei da fidelidade partidária. O grupo Kassab - quer dizer, os quadros com mandato que se transfeririam para o novo partido - definha, inclusive pela ação ostensiva do governador tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin, e por uma discretíssima atuação, só de bastidores, do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

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