Rio de Janeiro, 27 de Março de 2026

Delegado jura inocência no vazamento das fotos do dinheiro do dossiê

O delegado da Polícia Federal Edmilson Pereira Bruno negou hoje (29) que tenha sido responsável pelo vazamento de fotos do dinheiro (R$ 1,7milhão) encontrado no flagrante do último dia 15, num hotel em São Paulo, que seria usado para compra de um dossiê contra políticos do PSDB e outros partidos. (Leia Mais)

Sábado, 30 de Setembro de 2006 às 08:05, por: CdB

O delegado da Polícia Federal Edmilson Pereira Bruno negou hoje (29) que tenha sido responsável pelo vazamento de fotos do dinheiro (R$ 1,7milhão) encontrado no flagrante do último dia 15, num hotel em São Paulo, que seria usado para compra de um dossiê contra políticos do PSDB e outros partidos.

- Estão ligando aí [na Polícia Federal de São Paulo] dizendo que o delegado Bruno desceu de manhã e saiu distribuindo fotos para todo mundo. Isso não é fato. Vocês estão prejudicando um profissional que tem dez anos de carreira e muito a zelar pela PF ainda - disse aos jornalistas, referindo-se a si mesmo em terceira pessoa.

Segundo o delegado, a verdade será apurada na sindicância da PF. Ele confirmou apenas que participou da perícia realizada nesta quinta-feira no dinheiro, junto com especialistas do Banco Central e da Caixa Econômica Federal.

As fotos foram tiradas durante este procedimento, com o intuito de descobrir a origem do dinheiro. Questionado sobre o fato de mais de um veículo de comunicação ter publicado o material, o delegado assegurou que apenas um CD de fotos desapareceu, sugerindo que podem ter sido feitas cópias.

Bruno era o delegado de plantão que prendeu Gedimar Passos e Valdebran Padilha no dia 15. Depois disso, não participou mais da investigação, levantando a suspeita de que teria sido afastado - o que ele negou em entrevista coletiva.

O delegado deu entrevista logo após o depoimento de Hamilton Lacerda, ex-coordenador de comunicação da campanha do senador Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo.

Cercado por jornalistas em frente ao prédio da Polícia Federal, Lacerda recuou e saiu de carro por um acesso lateral, restrito a funcionários. Seu advogado, Carlos Alberto Toron, declarou inocência e informou que seu cliente "nunca teve contato nenhum com Freud Godoy". Ex-assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Godoy terminou há pouco seu depoimento.

Tags:
Edições digital e impressa