Apesar de ter apresentado atestado médico na sexta-feira, o delegado da Polícia Federal (PF) Aldo Brandão depôs nesta segunda-feira na superintendência da PF, em Campo Grande (MS). Brandão foi ouvido pelo delegado responsável pelo inquérito, Alexandre Custódio, por cerca de uma hora. Ele é suspeito de ter passado informações a integrantes de quadrilha que atuava ilegalmente com jogos eletrônicos. Segundo a PF, o vazamento teria envolvimento com a Operação Artêmis 3, realizada no dia 4 de abril para apreender máquinas caça-níqueis.
Inicialmente, o depoimento do delegado estava previsto para a manhã desta segunda, mas em virtude do seu não comparecimento e da entrega de um atestado médico com licença de 30 dias para tratamento de uma provável crise de depressão, a assessoria da PF chegou a anunciar que ele não iria depor. No entanto, Brandão chegou à tarde para depor, acompanhado por seu advogado.
Já foram ouvidos, nesta segunda-feira, o delegado da Polícia Civil, Marcelo Vargas, que teria deixado de fiscalizar devidamente casas de jogos ilegais, e o coronel da Polícia Militar, Marcos David dos Santos, também acusado de possível envolvimento com o esquema jogos ilegais.
A assessoria de imprensa da Polícia Federal também tinha divulgado anteriormente que um acordo entre o delegado e o Ministério Público Federal havia decidido que acareações seriam feitas somente em juízo. Contudo, a assessoria do Ministério Público Federal negou a informação.
Delegado da PF depõe apesar de apresentar atestado médico
Segunda, 11 de Junho de 2007 às 15:59, por: CdB