O delegado Ícaro Silva, diretor da Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos (Dfae), reclamou da demora na liberação de armas apreendidas pela Justiça. A Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos está trabalhando em parceria com o Ministério Público para que as armas retornem mais rapidamente ou sejam incorporadas ao arsenal da Polícia Civil. Pistolas, revólveres, metralhadoras, e fuzis, acabam se deteriorando e a compra de novos armamentos onera o Estado.
- De acordo com o último levantamento que fiz, cerca de 748 armas da Polícia Civil estão apreendidas. Quanto mais tempo a arma fica apreendida, mas ela se deteriora e isso representa um ônus para o Estado - afirmou.
Silva pleiteia a liberação do armamento, após a perícia, se não comprovado o proprietário da arma.
- Se houve um mau uso da arma, houve uma falta de habilidade do policial em uma ação, a Justiça irá punir o homem e não a arma. Por isso, o pedido que faço é para liberar este armamento com mais rapidez – disse.
Silva explicou que, anualmente, envia ao Tribunal de Contas do Estado um inventário das armas furtadas, recuperadas e destruídas. O relatório é necessário para justificar a necessidade de compra de armamentos ao Tribunal de Contas.
- O gasto com armamento é enorme, a economia seria grande se não fossem tantas armas deterioradas. Eu mesmo já destruí milhares de armas que não iriam ter mais nenhuma serventia para o policiamento – completou.