Rio de Janeiro, 30 de Outubro de 2026

Delegado alerta que internet ajuda no aumento de casos de pedofilia

O delegado responsável por crimes de pedofilia na Divisão de Direitos Humanos da Polícia Federal, Felipe Seixas, alerta que a internet ajuda no aumento dos casos de pedofilia. De acordo com Seixas, muitas vezes a polícia consegue chegar ao crime, mas não consegue provar a autoria.(Leia Mais)

Segunda, 19 de Maio de 2008 às 07:54, por: CdB

O delegado responsável por crimes de pedofilia na Divisão de Direitos Humanos da Polícia  Federal, Felipe Seixas, alerta que a internet ajuda no aumento dos casos de pedofilia.

– A internet coloca o mundo à disposição das crianças. É importante que os pais tenham um certo controle sobre essa ferramenta, que é importante para o aprendizado, mas acaba sendo uma forma para que as coisas erradas se tornem mais acessíveis às crianças – disse.

A Polícia Federal, segundo o delegado, tem feito um acompanhamento, especialmente no que tange a pornografia infanto-juvenil na internet, onde há casos inclusive de aliciamento de crianças.

– O perfil do pedófilo que usa a internet é de um homem mais velho, que geralmente já não se satisfaz com a pornografia adulta convencional e passa a procurar outras formas de se satisfazer sexualmente. Muitas vezes são homens solteiros ou divorciados, e que normalmente vivem em um certo isolamento – explicou.

De acordo com Seixas, muitas vezes a polícia consegue chegar ao crime, mas não consegue provar a autoria.

– A internet é um meio que deixa rastro, mas ainda assim a nossa legislação está muito defasada. É preciso que os rastros sejam armazenados pelas operadoras de internet. Muitas vezes a gente consegue chegar ao crime, mas não consegue provar a autoria porque o provedor de internet não guarda esses rastros que o criminoso deixou – disse.

Em março de 2008 foi instalada no Senado a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, e, segundo Seixas, a Polícia Federal está colaborando com a comissão para conseguir ferramentas indispensáveis para a investigação dos crimes.
 
– Primeiro é preciso ter uma legislação adequada, depois a gente precisa de uma polícia estruturada e pessoal capacitado, que conheça o funcionamento da internet, os termos técnicos, e que saibam fazer uma investigação virtual. Com isso e com a colaboração da sociedade, que precisa denunciar e confiar nas instituições para resolver esses problemas, a gente consegue reduzir bastante a incidência do crime de pedofilia na internet – afirma o delegado.

Congresso

O 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes será lançado oficialmente nesta segunda-feira, no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro. Devem participar do evento a presidente de honra do congresso, a primeira-dama Marisa Letícia, e os ministros da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, e do Turismo, Marta Suplicy.

Também estarão presentes o governador em exercício, Luiz Fernando Pezão e a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva, além de representantes da Comissão Organizadora Internacional e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O congresso será realizado entre 25 e 28 de novembro, no Rio de Janeiro, e deve reunir mais de 3 mil pessoas dos cinco continentes.

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