A delegada da 4ª DP, Evanora Gomes, acompanhada do secretário estadual de Segurança Pública, Anthony Garotinho, está seguindo para São Paulo, onde vai interrogar o traficante Cláudio Roberto Moreira Pacheco, o Sussuquinha, preso ontem pela polícia paulista, graças ao trabalho conjunto com policiais do Estado do Rio. A delegada é a responsável pelas investigações da fuga do bandido há pouco mais de dois meses do Batalhão de Choque do Rio.
Garotinho, que vai a São Paulo para intensificar o intercâmbio com a polícia paulista e divulgar as ações que vem promovendo na segurança pública do Rio de Janeiro, disse que, com a instauração do Inquérito Policial Militar (IPM), será possível apurar o envolvimento de policiais, inclusive superiores, envolvidos na fuga do traficante do Batalhão de Choque, onde, segundo ele, o bandido jamais deveria ter estado: "Um condenado a 143 anos de prisão deveria estar trancafiado em Bangu 1", afirmou, hoje pela manhã.
Para o secretário, cerca de sete policiais civis e militares facilitaram a fuga do traficante. No interrogatório, será descoberto o número exato de policiais envolvidos no caso. Inicialmente, foi determinada a prisão de 15 policiais militares, entre eles o coronel Jorge Duarte e o capitão Márcio Viegas, chefe do serviço reservado.
Sussuquinha foi preso ontem em São Paulo, graças ao trabalho realizado pelo setor de inteligência da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro. Garotinho elogiou o trabalho da delegada Evanora Gomes que, a pedido dele, centralizou as investigações na 4ª DP que foi equipada, nos últimos 40 dias, com os equipamentos mais modernos do país, a exemplo de outras unidades do estado.
Através da interceptação de ligações telefônicas do preso Adriano Esposito Monteiro, primo de Sussuquinha, na Penitenciária Mílton Dias Moreira, do apoio da Divisão Anti-Sequestro do Rio e da cooperação da polícia de São Paulo, foi possível à polícia paulista chegar ao traficante. Garotinho vai aproveitar o episódio para incrementar o intercâmbio entre as polícias dos dois estados.
- Vou sugerir ao secretário de Segurança Pública de São Paulo, Saulo de Castro Abreu, que façamos um convênio de cooperação operacional entre as polícias do Rio e de São Paulo. Alguns crimes têm maior incidência em uma determinada área do que em outra e o conhecimento perfeito da atuação dessas quadrilhas em uma ou outra área, por parte das duas polícias, vai facilitar o trabalho operacional nos dois estados -explicou o secretário.
Sussuquinha foi o responsável pelo seqüestro do empresário Francisco de Pinho Esteves, de 72 anos, e que esteve mantido em cativeiro durante 15 dias no Bairro da Liberdade, em São Paulo