Rio de Janeiro, 30 de Janeiro de 2026

Delegação do Brasil terá 50 representantes em congresso contra o racismo

Chefiada por José Gregori, ministro da Justiça, a delegação é a que conta com maior número de participantes na América Latina. No entanto, apenas Cuba enviará o seu chefe de Estado, Fidel Castro. As demais nações serão representadas por ministros. Até agora, dos 189 países-membros, 126 confirmaram presença. EUA e Israel não devem comparecer

Quarta, 29 de Agosto de 2001 às 17:51, por: CdB

A Conferência Mundial de Combate ao Racismo, Xenofobia e Intolerância Correlata, que começará nesta sexta-feira, em Durban, África do Sul, contará com a participação de 50 representantes brasileiros. A delegação brasileira, chefiada pelo ministro da Justiça José Gregori, será formada por membros do governo e da sociedade civil, que passaram os últimos meses discutindo as principais questões a serem levantadas nos debates. É a mais numerosa da América Latina. Entre as propostas, está a adoção de medidas e políticas corretivas de reparação histórica e inclusão social dos negros, que, especialmente no Brasil, ainda estão à margem das oportunidades de trabalho e educação. De acordo com o secretário do Departamento de Direitos Humanos do ministério das Relações Exteriores, Maxmiliano Fraga, o governo brasileiro espera que a conferência, que terminará no dia 7 de setembro, seja um marco no combate às formas de racismo e discriminação racial no mundo. Outros 10 países latino-americanos participarão do encontro em Durban. Cuba enviará o presidente Fidel Castro, enquanto que os demais serão representados por ministros de Estado. Dos 189 países-membros da Organização das Nações Unidas, 126 confirmaram, nesta quarta-feira, sua participação na Conferência.

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