Rio de Janeiro, 16 de Maio de 2026

Delcidio diz que saque de ex-coordenador não afeta CPI

Sexta, 22 de Julho de 2005 às 11:44, por: CdB

O presidente da CPI dos Correios, senador Delcidio Amaral (PT-MS), afirmou, nesta sexta-feira, acreditar que a identificação de um saque feito por um de seus ex-coordenadores de campanha nas contas do Banco Rural não compromete os trabalhos da comissão.

Durante depoimento à Procuradoria-Geral da República realizado no dia 14 de julho, o empresário Marcos Valério de Souza afirmou que o antropólogo Roberto Costa Pinho, coordenador de marketing da campanha de Delcídio ao Senado em 2002, sacou  R$ 350 mil das contas da agência SMPB, uma das empresas das quais Valério é sócio.

- O Roberto trabalhou em minha campanha em 2002 e ficou apenas 45 dias. Ele saiu porque tivemos um desentendimento - afirmou o senador.

Para ele, o saque efetuado por Roberto não tem relação com os fatos apurados pela CPI em função de ter ocorrido em 2003.

- Estou muito seguro dos fatos. Uma coisa é o que aconteceu em 2002. Outra, é o que aconteceu em 2003 e 2004 - argumentou.

Apesar disso, ele afirma ter ficado "surpreso" com o envolvimento de seu ex-coordenador nos saques das contas de Valério.

Delcídio disse que sempre teve uma boa impressão do Roberto e afirmou que vai esperar os desdobramentos da investigação para posicionar-se em relação ao fato.

- Ele ainda não foi ouvido e eu não sei o que o levou a fazer isso.

<b>REAÇÃO</b>

O senador Arthur Virgílio, líder do PSDB, cobrou explicações de Delcídio.

- Cabe ao presidente de uma CPI criada para moralizar o país dar todas as explicações cabais, firmes e induvidosas sobre qualquer coisa que diga respeito a sua lisura pessoal, profissional e de homem público. Portanto, está com a palavra o senador Delcidio Amaral - disse Virgílio, segundo a Agência Senado.

As declarações de Delcidio foram dadas à imprensa após um encontro do senador e do relator da CPI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Nelson Jobim.

Na audiência, os parlamentares pediram agilidade na liberação de documentos apreendidos em Belo Horizonte (MG) pela Polícia Federal que estão em poder do STF.

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