Rio de Janeiro, 25 de Janeiro de 2026

Delação premiada deve favorecer dono da Gautama

A Polícia Federal e o Ministério Público devem oferecer o benefício da delação premiada ao empresário Zuleido Soares Veras, dono da construtora Gautama, supostamente envolvida na rede de corrupção investigada pela Operação Navalha. (Leia mais)

Segunda, 21 de Maio de 2007 às 07:41, por: CdB

A Polícia Federal e o Ministério Público devem oferecer o benefício da delação premiada ao empresário Zuleido Soares Veras, dono da construtora Gautama, supostamente envolvida na rede de corrupção investigada pela Operação Navalha. Com isso, ele deve ter a pena reduzida em troca de informações que ajudem a desvendar como funcionava o esquema de fraude em licitações.

Segundo a PF, o dono Gautama teria comandado a fraude com a ajuda de seis funcionários, um empresário e vários servidores, entre eles, o ministro de Minas e Energia Silas Rondeau.

Rondeau teria recebido R$ 100 mil de propina em troca do favorecimento dado a construtora Gautama em uma licitação. A fraude teria ocorrido no programa Luz para Todos, que leva energia para zonas rurais. O ministro nega envolvimento no esquema.

Nesta segunda-feira, a ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), começa a ouvir os presos na operação, deflagrada na última quinta-feira. Serão ouvidos o conselheiro do Tribunal de Contas de Sergipe, Flávio Conceição Neto, o secretário de Infra-Estrutura do Maranhão, Ney Barros Belo, o servidor público Geraldo Magela, o ex deputado federal José Ivan Paixão, e João Alves Neto, filho do ex-governador de Sergipe, João Alves.

Mais de 40 pessoas foram presas, suspeitas de participarem de um esquema de desvio de recursos de obras públicas, em oito Estados e no Distrito Federal.

O ministro do Supremo Gilmar Mendes deve julgar ainda nesta segunda 20 pedidos de liberdade, entre habeas corpus e extensão de habeas corpus em liminar. Na noite deste domingo, ele concedeu habeas corpus ao ex-governador do Maranhão José Reinaldo Carneiro Tavares e ao presidente afastado do Banco de Brasília (BRB), Roberto Figueiredo Guimarães, que atuou como consultor financeiro do Maranhão.

Tiveram os pedidos negados Alexandre Maia Lago e Francisco de Paulo Lima Junior, sobrinhos do governador do Maranhão, Jackson Lago. O ministro Gilmar Mendes negou também o pedido de habeas corpus do ex-secretário municipal de Sinop (MT), Jair Pessine, e do assessor do Ministério de Minas e Energia, Sérgio Luiz Pompeu Sá.

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