Déficit do setor público é o maior da série histórica iniciada há 15 anos
No mês, o resultado primário do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) ficou negativo em R$ 22,143 bilhões, enquanto Estados e municípios tiveram déficit de R$ 653 milhões. Já as empresas estatais registraram um superávit de R$ 529 milhões
No mês, o resultado primário do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) ficou negativo em R$ 22,143 bilhões, enquanto Estados e municípios tiveram déficit de R$ 653 milhões. Já as empresas estatais registraram um superávit de R$ 529 milhões
Por Redação - de Brasília
O setor público brasileiro acusou déficit de R$ 22,267 bilhões em agosto, dado mais fraco para o mês em 15 anos. O descompasso é o maior da série histórica iniciada pelo Banco Central em dezembro de 2001. Mostra o retrato da contínua deterioração das contas públicas num ambiente de queda das receitas e despesas sob forte pressão.
O cálculo da dívida pública gera gráfico que, atualmente, é o pior da história
A performance de agosto também frustrou expectativas de analistas de um déficit mais baixo, de R$ 18,5 bilhões. Os números constam de pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters.
No mês, o resultado primário do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) ficou negativo em R$ 22,143 bilhões, enquanto Estados e municípios tiveram déficit de R$ 653 milhões. Já as empresas estatais registraram um superávit de R$ 529 milhões.
De janeiro a agosto, o déficit do setor público consolidado somou R$ 58,859 bilhões, bem acima do resultado negativo em R$ 1,105 bilhão de igual período do ano passado.
Déficit histórico
Em 12 meses, o rombo foi a 2,77% do Produto Interno Bruto (PIB), somando R$ 169,003 bilhões. Errou, assim, o alvo fiscal estabelecido para o ano. Isso ocorreu porque a cifra incorpora os dados dos últimos meses de 2015. No período, houve impacto expressivo do pagamento das chamadas ‘pedaladas fiscais’ em dezembro.
Em 2016, a meta é de um déficit de R$ 163,9 bilhões para o setor público consolidado, correspondente a 2,6% do PIB. Se confirmado, este será o pior resultado das contas públicas da história. E o terceiro ano consecutivo no vermelho.
Como consequência dos dados negativos, o endividamento público segue em trajetória de alta. Em agosto, a dívida líquida passou a 43,3% do PIB, contra estimativa de 43,2% em pesquisa da Reuters. O resultado chegou a 42,5% em julho.
Por sua vez, a dívida bruta cresceu a 70,1% do PIB, ante 69,6% no mês anterior. Nesta sexta-feira, o BC revisou suas estimativas para 2016. Passou a prever que a dívida líquida encerrará o ano em 46,2% do PIB. Significa um salto ante o patamar de 36,2% de dezembro do ano passado. Para a dívida bruta, o BC projeta que responderá por 73,0% do PIB em 2016, ante 66,5% no fim de 2015.
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