Déficit primário: pesquisa diz que estimativa piorou
Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Fazenda estimam que o déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) termine este ano em R$ 79,473 bilhões ante os R$ 70,751 bilhões divulgados em fevereiro.
Para 2017, a estimativa de déficit passou de R$ 42,084 bilhões para R$ 71,329 bilhões
Por Redação, com ABr - de Brasília:
Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Fazenda estimam que o déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) termine este ano em R$ 79,473 bilhões ante os R$ 70,751 bilhões divulgados em fevereiro. O resultado está bem distante da meta para este ano, que é de superávit primário, receitas maiores que despesas, excluídos gastos com juros, de R$ 24 bilhões.
A projeção para a arrecadação federal este ano caiu de R$ 1,294 trilhão para R$ 1,285 trilhão
A projeção consta da quarta edição da pesquisa Prisma Fiscal, elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, com base em informações de 30 instituições financeiras. O estudo sobre o déficit primário foi divulgado, nesta quinta-feira, em Brasília. Para 2017, a estimativa de déficit passou de R$ 42,084 bilhões para R$ 71,329 bilhões.
A projeção para a arrecadação federal este ano caiu de R$ 1,294 trilhão para R$ 1,285 trilhão. Para 2017, a estimativa foi reduzida de R$ 1,390 para 1,388 trilhão.
Para a receita líquida do Governo Central, a estimativa é R$ 1,102 trilhão este ano e R$ 1,190 trilhão no próximo ano. Para as despesas, a expectativa é R$ 1,184 trilhão este ano e R$ 1,268 trilhão em 2017.
A pesquisa apresenta também a projeção para a dívida bruta do Governo Central que, na avaliação das instituições financeiras, deve passar de 73,99% do Produto Interno Bruto (PIB) para 74,15% este ano. Para 2017, a estimativa mudou de 78,50% para 78,75% do PIB.
Previsão para o déficit em fevereiro
Originalmente com previsão de superávit primário – economia para pagar os juros da dívida pública – de R$ 30,5 bilhões (0,39% do PIB, Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país), o Orçamento de 2016 poderá encerrar o ano com déficit de R$ 60,2 bilhões (resultado negativo de 0,97% do PIB). O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, anunciou, no dia 19 de fevreiro, que pretende enviar nos próximos dias ao Congresso um projeto de lei para alterar a meta fiscal de 2016.
Como nos últimos anos, o governo pretende aprovar no Congresso mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que permitam a criação de mecanismos de abatimento da meta fiscal. Neste ano, o total dos abatimentos poderá chegar a R$ 84,7 bilhões, o que permitiria ao governo chegar ao déficit primário de R$ 60,2 bilhões caso a arrecadação federal caia conforme as projeções mais pessimistas do governo.
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