O déficit no comércio exterior no setor de eletro-eletrônicos em 2004 foi de US$ 7,4 bilhões, 42,3% a mais do que no ano anterior, de US$ 5,2 bilhões. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) o déficit foi causado basicamente pelas importações dos componentes eletroeletrônicos para a fabricação de produtos vendidos no mercado interno ou exportados.
Para Humberto Barbato, diretor de Relações Internacionais da Abinee, esse ainda é "o calcanhar de Aquiles" do setor. Ele disse que as exportações brasileiras do setor cresceram 9%, excluindo celulares, que tiveram queda de 48%, num ano atípico.
- As empresas deixaram de exportar para atender o mercado interno - explicou. As importações totais do setor elétrico e eletrônico cresceram 27% de 2003 para 2004, em grande parte por causa dos componentes eletrônicos de produtos como os da linha branca (lavadoras e microondas) até automóveis e aviões.
- Não vejo solução a curto ou médio prazos para esse problema - disse Barbato. Ele acredita que não haverá atração de investimento para a construção no Brasil de fábricas de componentes.
- Houve um planejamento errado das empresas (internacionais), que ainda não tiveram o retorno de seus investimentos no sudeste asiático, região líder mundial na produção de componentes eletroeletrônicos. Só quando esse retorno acontecer, poderemos ter grandes investimentos no Brasil.
Déficit no comércio exterior de eletro-eletrônicos cresceu 43% em 2004
Segunda, 10 de Janeiro de 2005 às 13:36, por: CdB