O déficit em transações correntes do Brasil, em abril, chegou a US$ 3,3 bilhões, ante superávit de US$ 1,806 bilhão no mesmo mês do ano passado. Ao longo de 12 meses, até abril, o déficit em transações correntes corresponde a 1,08% do Produto Interno Bruto (PIB), ante déficit de 0,71% do PIB em 12 meses, até março, informou o Banco Central, em relatório emitido nesta segunda-feira.
Os investimentos estrangeiros diretos no país foram a US$ 3,872 bilhões no mês passado, ante US$ 3,471 bilhões, de igual mês de 2007.
Segundo os conceitos econômicos, déficit em conta corrente, numa balança comercial, de transferências ou balança de serviços, é o resultado negativo observado no indicador chamado de déficit em transações correntes. Especificamente, significa o dinheiro remetido ao exterior por residentes ou empresas de outros países cuja remessa de capital supera ao investimento, causando um desequilíbrio orçamentário e fiscal .
Alta no Balanço
O Balanço de Pagamentos do país registrou superávit de US$ 4,373 bilhões, em abril, quando a conta de capital e financeira também ficou positiva em US$ 8,679 bilhões. A conta de erros e omissões acabou negativa, em US$ 995 milhões. Ante abril do ano passado, o Balanço de Pagamentos foi superavitário em US$ 11,961 bilhões, diz o informe do BC.
Entre janeiro e abril deste ano, o superávit chegou a US$ 12,590 bilhões, quase três vezes menor do que os US$ 35,330 bilhões de saldo positivo obtidos no mesmo período de 2007.
O Balanço de Pagamentos reúne a conta de transações correntes, composta pela balança comercial, a conta de serviços e a de transferências; além da conta de capital e financeira. Esta última contabiliza também as transferências de patrimônio, além de empréstimos e financiamentos de todas as modalidades, desembolsos de curto, médio e longo prazo e amortizações. Além disso, são descontados erros e omissões do balanço.
Dívida reduzida
Ainda de acordo com o relatório do BC, a dívida externa brasileira, estimada para abril, foi reduzida para US$ 200,152 bilhões, em relação à posição projetada para março, de US$ 202,633 bilhões. Em abril, a dívida externa de médio e longo prazos estava prevista em US$ 161,655 bilhões, número próximo aos US$ 161,689 bilhões antecipados para março.
A dívida de curto prazo estava apontada para US$ 38,497 bilhões, aquém dos US$ 40,945 bilhões previstos para o mês anterior. Os empréstimos intercompanhias das multinacionais a suas subsidiárias no país chegaram a US$ 54,155 bilhões no quarto mês de 2008. Somando-se estes empréstimos, exceto a dívida externa líquida, a dívida bruta correspondeu a US$ 254,307 bilhões, acima, portanto, dos US$ 254,075 bilhões previstos para março.