No ano passado, as exportações americanas aumentaram 12,3% para US$ 1,15 trilhão, enquanto as importações expandiram 16,3% para US$ 1,76 trilhão.
O apetite dos consumidores americanos por produtos importados, de vinhos a petróleo, levou ao recorde histórico.
O déficit apenas com a China subiu 30,5%, chegando a US$ 162 bilhões, o mais alto com um único país.
No entanto, no levantamento mensal, em Dezembro de 2004 foi registrado um recuo de 4,9% no déficit.
Correspondentes dizem que os números não foram uma surpresa, mas que o dado deve pressionar o presidente americano George W. Bush a modificar sua política econômica.
China
Os democratas acusam o atual governo de não fazer o suficiente para reduzir o déficit comercial.
Eles apontam, por exemplo, que o iuan - que as indústrias dos Estados Unidos dizem estar 30% "abaixo do valor" apropriado - promoveu um rápido crescimento econômico da China de uma forma injusta.
Bush alega que o déficit comercial dos Estados Unidos reflete o fato de o país estar crescendo em um ritmo mais rápido do que o resto do mundo, impulsionando a demanda por produtos importados.
Alguns economistas acreditam que isso possa levar a uma revisão para cima do crescimento da economia americana no quarto trimestre.
Mas outros acham que o déficit alcançou uma proporção tão astronômica que investidores estrangeiros preferem não ter em mãos ativos em dólar, o que pode afetar negativamente a economia dos Estados Unidos.