O Ministério da Educação (MEC) criou uma medida que irá aumentar o acesso de deficientes físicos às universidades federais. Através da liberação do total de R$ 1 milhão, as instituições de ensino terão a possibilidade de adaptar as estruturas físicas, apresentando projetos de até R$ 100 mil, e de adaptar seus currículos, com projetos de até R$ 150 mil para instaurar programas especiais. Uma comissão do ministério fará a seleção dos programas.
- Essa é apenas uma primeira etapa, para despertar as instituições para essas necessidades - disse o secretário de ensino superior do MEC, Nelson Maculan.
As universidades têm 30 dias para apresentar propostas no endereço eletrônico do MEC : www.mec.gov.br. Cada uma pode concorrer com um projeto, como aquisição de material, reformas estruturais ou programas de acesso e permanência para alunos portadores de deficiência. Os recursos serão divididos de acordo com os projetos aprovados.
Ao todo, 73% dos alunos portadores de alguma deficiência física estão em instituições particulares, o que se explica pelo fato da falta de estrutura das universidades federais para criar condições de aprendizagem para estes estudantes, como livros em braile ou tradutores para a linguagem de sinais. Alguns vestibulares nem aceitam a inscrição destas pessoas devido às dificuldades.
- É preciso garantir o acesso, a aprendizagem e a participação dessas pessoas em todos os níveis de ensino - disse Cláudia Dutra, secretária de educação especial.
Dos 4 milhões de alunos que estão no ensino superior brasileiro, apenas pouco mais de 5 mil têm algum tipo de deficiência.
Maculan justifica esse percentual avaliando que isso provavelmente acontece porque as particulares, normalmente, são mais novas e seus prédios já são adaptados.
- Algumas federais não têm nem mesmo elevadores - afirmou.