Fábio Tomás de Souza , advogado dos controladores de vôo que devem responder a processo na Justiça Militar, afirmou, nesta segunda-feira, que o caso será uma oportunidade para o movimento dos trabalhadores do controle aéreo mostrar que a sobrecarga de trabalho, as falhas nos equipamentos e os baixos salários comprometem a segurança do setor.
Neste domingo, o comando da Aeronáutica pediu à Justiça Militar a abertura de processo contra cinco controladores de vôo que teriam liderado um motim no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo de Brasília (Cindacta-1), no dia 30 de março. O Inquérito Policial-Militar (IPM) sobre o caso, realizado pela Aeronáutica, concluiu que houve crime por parte dos controladores.
Caso o processo seja aberto, os suboficiais Luiz Marques e Moisés Gomes de Almeira, os primeiros-sargentos Wellington Andrade Rodrigues e Edileuso Sousa Cavalcanti, e o segundo-sargento Wellington Fábio de Lima podem ser expulsos da Aeronáutica e cumprir prisão de até 8 anos.
De acordo com Souza ele ainda não recebeu o resultado do inquérito feito pela Aeronáutica, mas negou que os controladores tenham sido responsáveis pelo motim.