O Ministério da Defesa, por meio de sua assessoria de comunicação social, alegou que o ministro Nelson Jobim nunca prometeu um índice específico de reajuste e decidiu coordenar a interlocução com os demais setores do governo para que fosse encontrada, “de forma coletiva, a melhor solução possível”. Em outubro último, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, Jobim informou aos parlamentares que o adicional dos militares poderia ser reajustado em até 37,4%.
Na ocasião, informou que o aumento, se aprovado, deveria ocorrer em duas fases, a primeira no ano passado e a outra em setembro deste ano. Mas os planos foram alterados com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que vai provocar cortes no Orçamento. Militares da ativa e da reserva já demonstraram insatisfação com o rumo das negociações e alimentam discussões sobre uma possível paralisação de atividades caso o diálogo não resulte num reajuste satisfatório.
Leia a íntegra da nota do Ministério da Defesa:
"Em relação às recentes notícias divulgadas sobre as negociações para o reajuste dos militares, o Ministério da Defesa esclarece:
"Foi de iniciativa do Ministério da Defesa divulgar, na última terça-feira (8/1), a informação de que estavam asseguradas as negociações para reajuste dos militares;- Em notícia distribuída à imprensa, o Ministério informou publicamente o reinício das conversas, interrompidas no final de dezembro de 2007, entre os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e do Planejamento, Paulo Bernardo, relativas ao reajuste;
"Na ocasião, foi esclarecido que estavam asseguradas as negociações para a concessão do reajuste, mas que as definições sobre as condições do mesmo dependiam da reestruturação do orçamento, que deveria ocorrer até a segunda quinzena de fevereiro;
"Esse mesmo relato foi feito de forma mais detalhada pelo ministro Nelson Jobim aos comandantes das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) na última quinta-feira (10/1), em reunião realizada no Ministério da Defesa. Na ocasião, ficou acordado que os comandantes das Forças divulgariam essas informações aos seus subordinados;
"Portanto, as notas divulgadas pelos Comandos das Forças sobre a reunião reproduzem de forma adequada as informações transmitidas pelo Ministro da Defesa e também divulgadas pelo noticiário do Ministério;
"Esclarecemos ainda que o ministro Nelson Jobim jamais prometeu qualquer índice específico de reajuste. Ao iniciar as discussões sobre a matéria, em 2007, decidiu que não seria adequado apenas enviar uma reivindicação setorial à equipe econômica, transferindo a responsabilidade de solução para o problema. O ministro decidiu que iria coordenar a interlocução com os demais setores do governo para que fosse encontrada, de forma coletiva, a melhor solução possível dentro da conjuntura do País, processo que vem sendo seguido de forma harmônica e serena.
"José Ramos Filho
"Assessor Especial de Comunicação Social do Ministério da Defesa"