Rio de Janeiro, 05 de Fevereiro de 2026

Defesa de Renan descarta recorrer ao Supremo

A defesa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não pretende entrar com recurso junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) neste momento para barrar o processo que corre contra ele no Conselho de Ética. A informação foi dada há pouco por seu advogado, Eduardo Ferrão. (Leia Mais)

Terça, 17 de Julho de 2007 às 13:14, por: CdB

A defesa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não pretende entrar com recurso junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) neste momento para barrar o processo que corre contra ele no Conselho de Ética. A informação foi dada na tarde desta terça-feira por seu advogado, Eduardo Ferrão.

Ele considera que há desvios na investigação, mas avalia que recorrer ao Supremo seria entendido como manobra para retardar a conclusão do processo, o que não interessa a Renan.

— Qualquer recurso da defesa neste momento, não tenho dúvida que seria recebido como manobra protelatória —, disse.

Para o advogado, no entanto, é “lamentável” confundir um instrumento de defesa com uma ação que atrase o julgamento.

Neste momento, a Mesa Diretora está reunida para definir se envia representação do Conselho de Ética à Polícia Federal, pedindo perícia nos documentos apresentados por Renan Calheiros. Ao presidente do Senado, foram solicitados: livro-caixa por cada propriedade rural, talonários de origem das notas fiscais e ficha cadastral do rebanho entre 2003 e 2006, por propriedade rural, referente ao controle do estoque de gado.

Se algum integrante da Mesa pedir vista ao processo, o envio à Polícia Federal pode ficar para depois do recesso parlamentar, que começa na quarta-feira. A PF informou que precisará de no mínimo 20 dias para concluir os trabalhos e o Conselho de Ética espera que isso seja feito durante o recesso.

Os relatores no Conselho são Marisa Serrano (PSDB-MS), Renato Casagrande (PSB-ES) e Almeida Lima (PMDB-SE). O sergipano foi o único que se opôs. Para ele, não cabe à PF investigar o senador.

— Qualquer trabalho de investigação, de produção de prova, envolvendo membro do Congresso Nacional, só com autorização do Supremo Tribunal Federal —, disse na última semana. Já para Renato Casagrande, o pedido é de colaboração técnica.

— A Polícia Federal não vai fazer investigação. Vai avaliar documentos —, completou.

A primeira denúncia contra o presidente do Senado foi apresentada em 30 de abril, pela revista Veja. Uma reportagem afirmava que o funcionário Cláudio Gontijo, da empresa Mendes Júnior, seria a fonte pagadora de uma pensão informal de R$ 12 mil à jornalista Mônica Veloso, com quem Renan Calheiros tem uma filha.
 

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