Embora o advogado do deputado José Dirceu (PT-SP), José Luís Oliveira Lima, tenha dito que não vê as manifestações da defesa como "protelatórias", como acusa o relator do processo contra Dirceu, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), mas como parte do processo democrático, ele anunciou que pretende ingressar, novamente, com dois recursos contra a decisão do Conselho de Ética, que aprovou o pedido de perda do mandato de Dirceu. As ações poderão, mais uma vez, atrasar o processo de votação, no Plenário, do relatório que propõe a cassação do deputado petista.
- Para que ele tenha um julgamento justo, dentro da legalidade - disse Lima.
Um dos recursos será encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, com o argumento de que o procedimento inicial do processo contra Dirceu não foi cumprido, uma vez que o então presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, encaminhou pessoalmente o processo ao conselho, enquanto todos os outros processos foram encaminhados pela Mesa Diretora.
O outro recurso será dirigido ao Supremo Tribunal Federal (STF), argumentando que a determinação do STF sobre as mudanças no parecer do relator, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), não teria sido cumprida na reunião desta sexta-feira.
Já o presidente da Câmara, Aldo Rebelo, disse que por enquanto está mantida a votação do processo de cassação do deputado José Dirceu no dia 23 de novembro. Mas não descartou a possibilidade antecipá-la para o dia 9 de novembro, como quer o Conselho de Ética.
- Iremos examinar - afirmou o presidente.