Se os processos judiciais do Estado do Rio de Janeiro já eram lentos, agora ficarão piores. Os defensores públicos do estado entram em greve, nesta segunda-feira, por tempo indeterminado. Uma passeata, saindo às 11h do Largo do Machado em direção ao Palácio Guanabara, sede do governo do Rio, marca o primeiro dia da greve. No local, haverá um ato público com carro de som e cartazes.
Os grevistas reivindicam reajuste salarial de 62,51% - equiparação com o Ministério Público e a Magistratura - a realização de concursos públicos e melhores condições de trabalho.
A Defensoria Pública é responsável por 80% dos processos judiciais no estado do Rio, que ficarão suspensos. Os atendimentos ao público, cerca de 8 mil por dia em todo o estado, também serão interrompidos. Não haverá regime de plantão.
Durante o mês de maio, a Corregedoria Geral da Defensoria Pública retirou os defensores de 22 municípios do estado do Rio. Por absoluta falta de pessoal, nessas cidades, a população carente não tem mais quem a represente judicialmente. O quadro atual da instituição é de 686 profissionais ativos, quando o número ideal seria de 900 profissionais.