No primeiro semestre deste ano, os 158 defensores públicos do Distrito Federal, que mantêm ritmo acelerado nos 22 Núcleos de Assistência Jurídica espalhados pela cidade. atenderam 172,3 mil cidadãos sem condições de pagar advogados para defender seus direitos. A previsão é de que até o final de 2008 eles alcancem 340 mil atendimentos – 18% a mais que os 288 mil registrados no ano passado.
Os advogados públicos contam com a ajuda de mil estagiários, voluntários, que não recebem qualquer remuneração e prestam serviço nos núcleos. Ainda assim, o reforço não é suficiente e as equipes quase não dão conta da multidão de gente de todas as idades e com os mais variados problemas. As longas filas e a espera de horas na maioria das vezes são inevitáveis.
De acordo com o coordenador do Núcleo de Análises Técnicas da Defensoria Pública, Guilherme Coutinho, a demanda pelos serviços dos defensores é tanta que, ainda que o quadro de 200 profissionais – estipulado em 2001 – estivesse completo, sobraria trabalho. Há um ano e meio, no entanto, a situação era ainda pior. No início de 2007 havia apenas 108 defensores atuando. Dada a precariedade, o governador José Roberto Arruda autorizou a realização de um concurso público em março do ano passado e a contratação de 50 profissionais.
– Já há uma sinalização positiva do governo para contratar mais aprovados neste último concurso – afirma Coutinho.
Segundo ele, pelo menos 200 pessoas estão no cadastro de reserva esperando a nomeação. O último concurso havia sido feito em 2002 e apenas 73 defensores foram nomeados ao longo dos quatro anos seguintes.
Defensoria Pública atenderá 340 mil pessoas em 2008 no DF
Sexta, 15 de Agosto de 2008 às 08:20, por: CdB