Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Defensoria de SP vai pedir revisão de prisões preventivas, mas não sabe quantos serão beneficiados

Segunda, 04 de Julho de 2011 às 14:51, por: CdB

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A Defensoria Pública de São Paulo já começou a analisar os casos que podem ser beneficiados pela Lei da Prisão Preventiva, que entrou em vigor hoje (4). Entre as mudanças, a nova legislação determina que pessoas que cometeram crimes leves, punidos com menos de quatro anos de prisão, e sem condenações anteriores, só serão presas em último caso.

Para o coordenador do Núcleo de Situação Carcerária da defensoria, Patrick Cacicedo, a lei é um avanço na garantia dos diretos do cidadão, uma vez que a condenação por crimes leves dificilmente leva a penas de prisão.“Porque aquela pessoa que é presumidamente inocente vai ficar presa se, ao final do processo, quando ela pode ser declarada culpada, ela não vai fica presa?”, indagou Cacicedo.

Ele disse, entretanto, que a defensoria ainda não tem uma estimativa de quantos presos poderão ser soltos em São Paulo com a aplicação da nova lei. A Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP) também não tem esse levantamento. De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça, no final de 2010, a população carcerária paulista era de 170,9 mil presos, dos quais 54,3 mil provisórios.

O defensor destacou que também serão beneficiados aqueles que cometeram crimes com penas superiores a quatro anos de prisão porque a nova legislação traz medidas intermediárias entre a prisão e a liberdade, como o monitoramento eletrônico e a proibição de viajar. Esses tipos de restrição podem ser estipulados pelo juiz como alternativas à prisão domiciliar.

Edição: Vinicius Doria

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