Rio de Janeiro, 15 de Maio de 2026

Decisão do IRA reinicia processo de paz na Irlanda do Norte

Sexta, 29 de Julho de 2005 às 04:34, por: CdB

O <i>Financial Times</i> afirma, nesta sexta-feira, que a decisão do IRA ( o Exército Republicano Irlandês) de abandonar a luta armada ressuscita o processo de paz na Irlanda do Norte.

- Mas a sobrevivência a longo prazo deste processo, iniciado há mais de uma década pelos primeiros acordos de cessar-fogo (entre paramilitares do IRA e defensores da união com a Grã-Bretanha), em 1994, depende tanto da reação dos outros como dos próximos passos dados pelo IRA - afirma o FT.

Segundo o jornal, se o grupo cumprir sua palavra, caberá ao outro lado, o Partido Democrático Unionista, dar um passo adiante e aceitar formar o governo de união com seu pior inimigo.

O diário britânico <i>The Independent</i> também destaca o papel do PDU, do líder Ian Paisley, no processo de paz na Irlanda do Norte.

Em editorial, o jornal afirma que é preciso fazer todo o esforço para devolver o governo à Irlanda do Norte.

- Há um ceticismo saudável sobre 'grandes avanços' no processo de paz da Irlanda do Norte. Mas há espaço para mais otimismo nesta ocasião. A razão é que o comunicado do IRA não impõe nenhuma condição (para o desarmamento).

Segundo o Independent, a responsabilidade pelo desarmamento é toda do IRA, e o grupo não pode responsabilizar ninguém se as armas não forem depostas.

<b>Negro</b>

Em uma coluna de opinião publicada nesta sexta-feira, no diário britânico The Guardian, o jornalista Paul Myers afirma que "homens negros não podem correr" em Londres.

O colunista afirma ser negro e conta que já foi parado inúmeras vezes pela polícia britânica, quando teve que provar quem era, onde morava, e que as roupas que vestiam e o carro que dirigia eram realmente dele.

- Até Jean Charles de Menezes ter sido morto a tiros em Stockwell, eu tinha medo dos explosivos (em Londres). Agora, há duas preocupações. Me preocupo com o asiático carregando uma mochila, ou com o frio homem branco?

Segundo o colunista, a polícia afirma que Menezes agiu suspeitamente porque estava correndo, mas ele diz que, se você fizer parte de uma minoria étnica, não precisa muito para que a polícia o ache suspeito.

<b>Cafta</b>

Em editorial, o jornal americano <i>New York Times</i> publica nesta sexta-feira um elogio aos deputados do Partido Democrata que votaram a favor do acordo de liberalização do comércio entre os Estados Unidos e seis países da América Central, o Cafta.

O NYT ressalta que os 15 deputados democratas votaram contra a orientação do partido, mas a favor do acordo que deverá beneficiar os países da América Central.

- O Cafta é um acordo de comércio modesto, que dificilmente vai levar a economia dos seis países para o século 21. Mas pode ser o suficiente para levá-las para o século 20 ao diminuir tarifas e ajudar a aumentar as ofertas de emprego em uma região necessitada - diz o <i>New York Times</i>.

<b>Abu Ghraib<b>

Também nos Estados Unidos, o <i>Washington Post</i> traz um editorial falando sobre o papel do governo americano nos abusos cometidos contra prisioneiros na base militar de Guantánamo, em Cuba, e na prisão de Abu Ghraib, no Iraque.

Segundo o jornal, o governo vinha argumentando até agora que os abusos em Abu Ghraib foram cometidos por oficiais de baixo escalão, por conta própria, mas o Washington Post afirma que em recentes depoimentos, dois ex-guardas de Abu Ghraib investigados pelos abusos apontaram o general Geoffrey D. Miller como o autor da ordem de usar cães nos interrogatórios.

Miller foi comandante na prisão de Guantánamo e foi enviado pelo Pentágono a Abu Ghraib em 2003 para revisar o modo como os prisioneiros eram tratados e interrogados.

Segundo o jornal, apesar de Miller negar ter seguido qualquer procedimento que não estivesse de acordo com as convenções de Genebra, há evidências de abusos cometidos no Iraqu

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