A perigosa politização do Judiciário
Para ser respeitado, o Judiciário precisa se mostrar isento. O presidente do STF, Nelson Jobim, é apontado como pré-candidato a vice-presidente na chapa de Lula, e não desmente a informação. O presidente do STJ, Edson Vidigal, já admitiu que será candidato este ano. Consta que disputará o governo do Maranhão, com o apoio do PT e do clã Sarney, a quem deve sua nomeação para o STJ. É razoável pensar-se que a liminar que concedeu suspendendo as prévias do PMDB não teve influências políticas?
A perigosa desmoralização do Judiciário
Os 117 desembargadores de Minas Gerais anunciam greve a partir desta segunda-feira. É um protesto contra resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que proíbem o nepotismo e fixam um teto salarial para os juízes. Ele já tinham desconhecido as resoluções até que um recurso fosse julgado no STF. O Supremo rejeitou o recurso e, agora, os desembargadores resolveram se rebelar contra a decisão. É péssimo exemplo.
Promiscuidade em nível máximo
O deputado Pedro Corrêa [presidente do PP, recém cassado] afirmou sem ser contestado que o dinheiro recebido do PT no mensalão destinava-se a pagar encargos advocatícios na defesa do ex-deputado Ronivon Santiago (PP). Ronivon está arrolado em 36 processos e foi cassado após confessar que levou R$ 200 mil de aliados de FHC, em 1997, para votar na emenda da reeleição. Promiscuidade é isso aí.
Isto é Brasil - I
O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares está processando o governo e pede uma indenização de R$ 200 mil por danos morais. Motivo: em recente concurso para a Procuradoria da Fazenda Nacional, uma questão citava o caso hipotético de um funcionário público, chamado Delúbio, que cometera