O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, disse que as negociações em relação à reforma ministerial ainda não estão encerradas. Dirceu falou com a imprensa após almoço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB).
- A decisão está nas mãos do presidente. Já transmitimos a ele o ponto de vista dos partidos e o presidente tem todas as condições para tomar uma decisão ou fazer contra-proposta - disse Dirceu. Opine no Blig do US!
- A reforma será feita em uma etapa só. Não há nenhum ministro candidato a prefeito em 2004 - disse, negando a informação de que o ministro do Transportes, Anderson Adauto (PL), vá sair do governo em abril para ser candidato à prefeitura de Uberaba (MG).
Dirceu disse ainda que a indefinição em relação à reforma ministerial não está paralisando o país.
- O país está andando. Não há nenhuma questão que possa paralisar o país - disse.
O ministro reiterou que as negociações ainda não terminaram porque Lula poderá fazer uma nova contra-proposta aos partidos. Desde o início da semana, Dirceu vem se reunindo com os partidos que apoiaram o governo na aprovação das reformas tributária e da Previdência no Congresso Nacional.
No domingo, se encontrou com a cúpula do PMDB e na quarta-feira, reuniu-se com o PP e o PTB.
- Agora é a hora do presidente e ele deve tomar a decisão assim que se considerar devidamente em condições - afirmou.
Roberto Requião evitou fazer comentários sobre a reforma ministerial. Reiterou apenas que o PMDB tem bons nomes. Ainda não está confirmado oficialmente, mas o PMDB deve ficar mesmo com os ministérios das Comunicações e da Previdência. O partido pressionou por mais um ministério, mas o pedido foi rejeitado pelo Planalto que, como contra-proposta ofereceu a presidência de uma estatal, provavelmente o Correios.
O governador disse que conversou com o presidente sobre a dificuldade de cortar companheiros de partido e que o presidente está tranqüilo em relação a isso.
- É evidente que tirar um velho companheiro do governo é desagradável, mas a gente sempre toma a decisão final visando o interesse público. Às vezes dói, mas a gente faz assim mesmo - afirmou.
Para acomodar o PMDB, Ricardo Berzoini deverá deixar o ministério da Previdência. O governo ainda não decidiu o futuro do ministro que pode coordenar a área social ou mesmo voltar para a Câmara.