A pré-candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton endureceu seu discurso no debate de quinta-feira à noite, último antes das prévias de Texas, Ohio, Rhode Island e Vermont, em 4 de março. Com o peso maior sobre Hillary, depois de 10 derrotas consecutivas, ela teve que ser mais firme do que nos últimos encontros e tentou despertar dúvidas sobre seu rival Barack Obama, além de falar sobre as dificuldades pessoais enfrentadas durante o episódio Lewinsky.
Hillary questionou a preparação de Obama para ser comandante-chefe das Forças Armadas, disse que ele tem um currículo fraco e o criticou por se apropriar de frases alheias em seus empolgantes discursos de campanha. Hillary atraiu vaias esparsas na platéia por ter ridicularizado Obama, citando o fato de ele "reciclar" um discurso do governador de Massachusetts, Deval Patrick, amigo e apoiador do senador.
- Se a sua candidatura vai ser a respeito de palavras, então elas deveriam ser suas próprias palavras, disse ela.
- E vocês sabem, pegar passagens inteiras dos discursos de alguém não é uma mudança em que se pode acreditar (alusão ao slogan de Obama), é uma mudança que se pode xerocar.
Ao serem perguntados sobre qual o momento mais crítico pelo qual passaram, Hillary se expôs um pouco, no que talvez tenha sido seu melhor momento no debate. Sem se referir diretamente ao escândalo entre seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, e a estagiária Monica Lewinsky, a ex-primeira-dama disse que todos sabem que ela passou por momentos difíceis.
- Já passei por algumas crises e alguns desafios, mas nada se compara àquilo que acontece a cada dia nas vidas das pessoas por todo o país. A despeito do que acontecer, ficaremos bem - disse Hillary.
Obama pareceu tocado por essa declaração, e os dois deram as mãos amistosamente no meio do pronunciamento dela.