Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

David Cameron acalma revolta partidária sobre Europa

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, procurou acalmar uma revolta no seu Partido Conservador sobre a permanência da Grã-Bretanha na União Europeia, dizendo que todos os ministros apoiam sua estratégia sobre o assunto, apesar de dois expressarem pontos de vista mais céticos.

Segunda, 13 de Maio de 2013 às 06:27, por: CdB
david-cameron.jpg
O primeiro-ministro britânico, David Cameron
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, procurou acalmar uma revolta no seu Partido Conservador sobre a permanência da Grã-Bretanha na União Europeia, dizendo que todos os ministros apoiam sua estratégia sobre o assunto, apesar de dois expressarem pontos de vista mais céticos. Cameron, que lidera uma coalizão de dois partidos, prometeu tentar renegociar a presença da Grã-Bretanha na UE caso vença a eleição em 2015 e, em seguida, convocar um referendo para decidir se o seu país vai continuar a ser um membro do bloco. Ele não pode agir agora porque seus parceiros de coalizão, os liberais-democratas, se opõem a tal movimento. Dois de seus ministros sugeriram no domingo que votariam para deixar a UE se a votação fosse hoje, enquanto Cameron sempre disse que a Grã-Bretanha quer permanecer em uma UE reformada. Uma poderosa ala de seu próprio partido se preocupa em perder votos para o Partido da Independência do Reino Unido (UKIP), um partido anti-UE, e pressiona Cameron a realizar uma votação sobre a União Europeia agora. O premiê diz esperar manter o seu partido unido a respeito de um problema que ajudou a derrubar a primeira-ministra conservadora anterior, Margaret Thatcher, e abalou a liderança de seu sucessor, John Major. Cameron disse que sua política tem o apoio total de todos os seus ministros. - O que importa é ter certeza de que vamos fazer tudo o que pudermos para reformar a UE... para que quando tivermos o referendo, antes do final de 2017, possamos dar ao público britânico uma escolha real - disse Cameron a repórteres antes de embarcar para os Estados Unidos, onde vai dar apoio a um acordo comercial EUA-UE. - Cada ministro conservador está confiante de que seremos capazes de realizar essas mudanças. Estamos todos confiantes no sucesso.
Tags:
Edições digital e impressa