Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Datafolha: Prestígio de Lula bate recorde e Dilma se isola na dianteira

O prestígio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou às nuvens, segundo constatou pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada neste sábado. Candidata do presidente, Dilma Rousseff se isola na dianteira em pesquisa expontânea. (Leia Mais)

Sábado, 22 de Maio de 2010 às 10:30, por: CdB

O prestígio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou às nuvens, segundo constatou pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada neste sábado. Segundo o estudo, o governo do político pernambucano chega a 76% de aprovação, nível recorde desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2003. Lula havia obtido taxa semelhante em março deste ano, mas houve um recuo para 73%, em abril. Os dados foram recolhidos nestas quinta e sexta-feiras, em 2.660 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais o para menos.

"O mais notável na popularidade presidencial é que a curva tem se mantido acima de 70% desde dezembro, quando o país soube que a economia já estava em franca recuperação após a crise financeira internacional", constata o diário paulistano Folha de S. Paulo, proprietário do Datafolha.

Se forem somados os 76% que avaliam o governo Lula como "bom" ou "ótimo" aos outros 19% que o apontam como "regular", a gestão do presidente chega a impressionantes 95% de aceitação. Apenas 5% classificam a gestão petista como "ruim" ou "péssima", enquanto somente 1% diz não saber responder. "O recorde foi captado pelo Datafolha numa semana em que o petista esteve fora do país. Lula foi ao Oriente Médio e anunciou junto com a Turquia acordo com o Irã visando diminuir a tensão na região", diz a Folha.

Ainda segundo o jornal, Lula é o presidente mais bem avaliado desde o fim da ditadura. De acordo com histórico da pesquisa, Fernando Collor (1990-1992) teve máxima de 36%. Fernando Henrique Cardoso (1995-2001) chegou a 47%. Lula obteve agora sua melhor nota, de zero a dez. Desta vez, a nota foi 8,0, nunca antes registrada em pesquisa semelhante – havia sido 7,9 em abril. No auge do escândalo do mensalão, em 2005, a média de Lula chegou a cair para 5,4.

Dilma cresce

Ainda no estudo, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, também atingiu sua melhor marca até hoje numa pesquisa Datafolha e está empatada com José Serra (PSDB). Ambos estão com 37%. Marina Silva (PV) aparece com 12%. Os que votam em branco, nulo ou em nenhum somam 5%. Indecisos são 9%. "Na comparação com a última pesquisa Datafolha, realizada em 15 e 16 de abril, Dilma teve uma alta de sete pontos percentuais --de 30% para 37%. Já Serra caiu cinco pontos, saindo de 42% para os mesmos 37%", constata o diário.

– O principal fato que pode ser apontado como responsável por essa alta da candidata é o programa partidário de TV que o PT apresentou recentemente – diz aos jornalistas Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.

"Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não são apresentados a uma lista com os nomes dos candidatos, a curva da intenção de voto de Dilma continuou a descrever uma sólida curva ascendente",  revela a pesquisa. Ela detinha 8% em dezembro. Em abril, chegava a 13% e se isolou em primeiro lugar na última verificação, com 19%. José Serra pontuou 14% e a curva do gráfico mostra que ele também vem subindo nesse quesito, mas em ritmo mais lento. Ainda na pesquisa espontânea, há também 5% que dizem ter intenção de votar em Lula, que não pode ser candidato.

Outros 3% declarar querer votar no "candidato do Lula". E 1% respondem "no PT" ou no "candidato do PT". "Em tese, portanto, o potencial de voto espontâneo em Dilma pode ser de 28%, os seus 19% e mais outros 9% dos que desejam votar em Lula, em quem ele indicar ou em um nome apresentado pelo PT", constata o estudo.

Rejeição

Quando são colocados na lista de candidatos os concorrentes de partidos pequenos, o cenário não se altera muito. Dilma e Serra continuam empatados, cada um com 36%. Marina tem 10%. E só dois nanicos pontuam: José Maria Eymael (PSDC) e Zé Maria (PSTU). Dilma também colheu bom resultado na rejeição: seu índice caiu de 24% para 20% enquanto o de Serra subiu de 24% para 27%. Marina também teve um resultado positivo, pois sua rejeição caiu de 20% para 14%.

"Na projeção de segundo turno, os dois estão tecnicamente empatados: a petista tem 46% contra 45% do tucano. Em abril, Serra aparecia dez pontos à frente da petista nesse quesito, com 50% a 40%", conclui.

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