O dono do Banco Opportunity, Daniel Dantas, e outras nove pessoas que serão ouvidas nesta sexta-feira pela Polícia Federal foram orientados por seus advogados a permanecer calados durante o depoimento.
Comunicado distribuído à imprensa pelos advogados, que será também entregue ao delegado Protógenes Queiroz, informa que Dantas e os nove funcionários do Opportunity deverão “se abster de responder a qualquer das indagações” feitas pelos delegados que investigam crimes financeiros na Operação Satiagraha.
Os advogados afirmam que houve vazamentos injustificáveis e “cerceamento intolerável” de suas atividades. Eles reclamam ainda que “um certo meio de comunicação” estaria sendo privilegiado em detrimento da defesa.
O comunicado traz reclamações sobre a atuação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na operação e também sobre o ministro da Justiça, Tarso Genro, que, segundo os advogados, “fez juízo de valor sobre suposta culpabilidade do senhor Daniel Valente Dantas”.
- A defesa dos investigados reafirma que seus constituintes nada dirão até que o cipoal de informações desencontradas seja superado com a cessação dos ilegais e abusivos vazamentos - afirmam os advogados no documento.
Além de Daniel Dantas, a Polícia Federal deve ouvir hoje Verônica Dantas, irmã do banqueiro; Carlos Bernardo Rodenburg; Itamar Benigno Filho; Norberto Aguiar Tomaz; Arthur Joaquim de Carvalho; Eduardo Penido Monteiro; Maria Amália Delfim Coutrim; Dório Ferman e Danielle Nínio.