A equipe brasileira de Ginástica Olímpica corre o risco de não contar mais com a atleta Daniele Hypólito, 23 anos, na competição das Olimpíadas, em Pequim. A ginasta vive um momento complicado em sua vida pessoal e, desestimulada, deixou nesta sexta-feira o Centro de Treinamento em Curitiba, onde treinava com a Seleção Brasileira, para voltar ao Flamengo, o clube para o qual compete desde criança.
Ao desembarcar no Rio, Daniele foi recebida pelo irmão, o também ginasta Diego Hypólito e explicou a causa de seu afastamento, que espera ser temporário.
- Eu não estava me sentindo bem, emocionalmente, lá em Curitiba. Estava desestimulada, devido à minha condição física. Aqui, além do apoio da minha família, vou treinar ao lado do Diego. Ele é positivo e sabemos que temos o apoio um do outro - disse a jornalistas.
Daniele foi operada de uma lesão no ombro direito, em 2006 e, mesmo depois de uma longa recuperação, ela voltou a sentir dores no local, em março deste ano, o que a levou a suspender os treinamentos mais específicos por dois meses.
A atleta também vai procurar o psicólogo Guilherme Pineschi, do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), para um suporte maior à sua recuperação. O afastamento de Daniele, segundo afirmou, foi tranquilo junto à Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).
- Tive uma longa conversa com a nossa supervisora, Eliane (Martins) e ela disse que, se fosse melhor para mim, eu deveria voltar - disse.
Para voltar à Seleção, no entanto, a atleta precisará passar por uma avaliação da CBG.