O Dalai Lama defendeu uma aproximação moderada com a China sobre o status do Tibet, e pediu a Pequim que preserve a cultura desta província budista em troca de um reconhecimento de sua autoridade.
- Estamos dispostos a integrar a República Popular da China (RPC), a aceitar que governe e garanta a preservação da cultura, da espiritualidade e do entorno do Tibet. - disse ao jornal <i>South China Morning Post de Hong Kong</i>.
<i>Esta é a mensagem que quero transmitir a China. Não sou favorável a uma separação</i> .- acrescentou.
- O Tibet faz parte da RPC, da qual é uma região autônoma. A cultura tibetana e o budismo fazem parte da cultura chinesa. - acrescentou.
O líder espiritual dos tibetanos, que vive no exílio desde o fracasso de um levante contra a presença chinesa, em 1959, insiste há vários anos que é favorável a uma autonomia do Tibet dentro da China.
Pequim o acusa de separatista e exige que abandone qualquer aspiração de independência e que, além disso, reconheça que Taiwan pertence a China.
O Dalai Lama também destacou que o Tibet se beneficia do desenvolvimento material da China. Ele citou como exemplo o caso das ferrovias que ligam a província de Qinghai (oeste) a Lhassa, a capital tibetana.
- Com o budismo na esfera espiritual podemos ajudar o nível dos valores internos, enquanto os chineses podem nos aportar valores no plano externo. As duas partes podem se beneficiar mutuamente. - disse.
Dalai Lama apoia aproximação do Tibet com a China
Segunda, 14 de Março de 2005 às 04:53, por: CdB