As bolsas de valores dos Estados Unidos recuaram ao menor nível desde fevereiro no fechamento desta sexta-feira, após números do mercado de trabalho do país decepcionarem investidores já preocupados com o desenvolvimento de uma nova crise de dívida, desta vez na Hungria. O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 3,15%, para 9.931 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 3,64%, para 2.219 pontos. O Standard & Poor's 500 perdeu 3,44%, para 1.064 pontos.
Dados mostraram que a economia norte-americana gerou menos empregos que o esperado no mês passado, com grande parte deles correspondendo a contratações temporárias para o censo no país. Investidores rapidamente reverteram as apostas feitas durante a semana face ao relatório.
As ações em Wall Street, que já recuaram 12,5% desde a máxima de encerramento do ano, alcançada em 23 de abril, caíram de forma generalizada. A queda foi encabeçada por setores sensíveis à economia, como o industrial, de tecnologia e de small-caps, por preocupações de que a economia vai se recuperar com solavancos.
"Foi extremanente decepcionante", desabafou Robert Froehlich, diretor-geral da The Hartford Mutual Funds, em Simsbury, Connecticut. Notícias do outro lado do Atlântico também pesaram. O temor de que os problemas de dívida na Europa se espalhem ganhou força após uma autoridade da Hungria dizer que o país corre o risco de enfrentar uma crise semelhante à grega.
O índice de volatilidade da CBOE, termômetro do nervosismo de Wall Street, disparou 20,43%. Grandes manufatureiras e companhias bancárias estiveram entre as de pior desempenho. As ações da Caterpillar despencaram 5,5 por cento, enquanto as do JPMorgan recuaram 3,5 por cento.
No acumulado da semana, o Dow perdeu 2 por cento, o S&P 500 caiu 2,3%, e o Nasdaq cedeu 1,7%.