O Departamento de Avião Civil (DAC) vai resolver, em conjunto com a Gol, a proibição das tarifas promocionais praticadas pela empresa aérea. Em entrevista na Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro, o diretor-geral do DAC, Washington Machado, informou que o órgão não controla nem estabelece preços.
Segundo Machado, embora exista liberdade tarifária no Brasil, é de responsabilidade do DAC evitar qualquer possibilidade de guerra tarifária, gerada por preços muito abaixo do custo. Ele explicou que, quando detecta algum sinal dessa prática, o DAC pede esclarecimento às empresas, mas não cancela tarifas, porque não tem competência para tal.
Machado disse que as quatro empresas nacionais aceitam a posição do DAC.
- São empresas sérias - afirmou.
Ele considerou que muitas vezes as promoções são resultantes de estratégia de marketing, sem maiores problemas, e nesse caso as tarifas são liberadas.
Para Machado, a proposta da Gol é complexa, porque envolve 27 origens/destinos e mais de 400 vôos, que terão de ser examinados um a um. O controle é exercido para evitar guerra tarifária, em que outras empresas poderiam igualar as tarifas, ou baixá-las, sem capacidade de atendimento, desestabilizando o mercado. Os indicadores são, contudo, de que o preço pode estar baixo, disse Machado.
As análises estão sendo feitas em conjunto e a decisão será comunicada à Gol, que poderá divulgá-las à imprensa. Machado lembrou que o DAC age de acordo com a lei. Ele disse que o assunto não deverá ir ao Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), restringindo-se ao âmbito interno do DAC e à empresa aérea.