Editorial: Da forma que vamos, jamais chegaremos a lugar algum
Por Gilberto de Souza - A presidenta Dilma Rousseff, por sua vez, encontra um muro de resistência dentro do partido, o PT, à proposta para uma saída democrática ao impasse político
A presidenta Dilma Rousseff, por sua vez, encontra um muro de resistência dentro do partido, o PT, à proposta para uma saída democrática ao impasse político
13h22 - Por Gilberto de Souza
As forças da direita tentam consolidar o rompimento do Estado democrático e de direito que, pelas lentes do óbvio, esfarela-se em ministros acusados por corrupção e nas ligações perigosíssimas entre o presidente de facto, Michel Temer, e o presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ): farinhas do mesmo saco.
A presidenta Dilma Rousseff, por sua vez, encontra um muro de resistência dentro do partido, o PT, à proposta para uma saída democrática ao impasse político em que os títeres fascistas do capital internacional, com apoio da mídia conservadora, atiraram o país. Miopia sem precedentes.
Nenhuma legenda de esquerda, até agora, teve a grandeza de dizer, claramente, ser favorável a uma frente capaz de deter o golpe de Estado, em marcha no país. Salvo raríssimas exceções, sequer esboçaram, até agora, um revide alentado às manobras que se assanham no Congresso. Sobra ego e falta objetividade.
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