Uma idéia de sucesso imediato. Logo no primeiro dia da Bienal Internacional do Livro, que começou na quinta-feira e vai até o dia 23, no Riocentro, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, centenas de pessoas, a maioria crianças e adolescentes, visitaram o estande da Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro no Pavilhão Laranja, atraídas pela oportunidade de votar e ajudar a escolher as Sete Maravilhas do Rio, ganhando em troca um livro.
É a primeira vez que a Imprensa Oficial, responsável pela publicação do Diário Oficial (D.O.), participa da Bienal do Livro, graças a um esforço conjunto com editores de Niterói, onde nossa empresa se situa - EdUff (editora da Universidade Federal Fluminense), Niterói Livros (editora da Prefeitura), Nitpress, Intertexto, Muiraquitã e Unilassale. Montamos este estande, chamado de Ilha de Niterói, onde ocorrerão vários eventos, como palestras, lançamentos de livros, um video mostrando como funciona a Imprensa Oficial e, principalmente, este espaço que é um sucesso absoluto e acredito atrairá milhares de pessoas nos dez dias de Bienal – prevê o presidente da Imprensa Oficial, Haroldo Zagger.
No primeiro dia, filas se formaram em frente aos dois totens, instalados pelo Proderj (Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro), onde cada votante escolhe sete atrações turísticas, culturais e históricas de uma lista de ícones fluminenses, naturais ou construídas pelo homem, selecionados pela Imprensa Oficial.
– Trouxemos mais de 14 mil livros, editados pela Imprensa Oficial. Basicamente são livros de historiadores, como uma série que retrata os municípios do estado, livros de poesia, contos etc. É uma forma que encontramos de disseminar a cultura. Diante da procura inicial, vão se esgotar até o fim da Bienal, com certeza – previu Zagger.
A Imprensa Oficial lança nesta Bienal dois livros: “O Rio de Janeiro no tempo dos vice-reis”, de Luís Edmundo, e “A alma encantadora das ruas”, de João do Rio, ambos importantes trabalhos de pesquisa e de literatura que retratam fielmente dois períodos bem característicos da história carioca. “O Rio de Janeiro no tempo dos vice-reis” mostra o ambiente do Rio até a chegada de D. João VI em 1808 e acentua as grandes transformações acarretadas pela presença da corte portuguesa. O livro “A alma encantadora das ruas” focaliza a cidade por volta da virada do século XIX para o século XX.
– Os livros serão vendidos a preços quase simbólicos. Também a preços módicos, venderemos outros livros que já tínhamos em catálogo – informou Zagger.
Além da venda de títulos do catálogo da Imprensa Oficial, uma parceria com o Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro colocará à disposição dos participantes da Bienal 18 livros editados pela instituição. A maior parte das obras foi confeccionada a partir de pesquisas no acervo do Arquivo Público, que reúne documentações imprescindíveis para a recuperação da história da sociedade fluminense desde o século XVIII.
O presidente da Imprensa Oficial revelou o plano da instituição para, em 2008 de, a partir da aquisição de uma nova rotativa, editar centenas de livros.
– Pretendemos inundar o Rio de Janeiro de livros, fazer edições de livros com cem mil exemplares para distribuição nas escolas e nas bibliotecas municipais e estaduais etc. A única maneira concreta de mudar uma sociedade é a educação e o livro é ferramenta principal do processo educacional – conceituou.
A XIII Bienal do Livro é o mais importante evento do mercado editorial brasileiro. A feira contará com a participação de cerca de 900 expositores, entre editores, livreiros, distribuidores de livros, agentes literários, importadores e exportadores, jornais, revistas, entidades, órgãos e empresas ligadas ao mercado editorial. A expectativa é que mais de 600 mil pessoas circulem pela feira em dez dias.