A Comissão de Valores Mobiliários (CVM ), entidade que fiscaliza o mercado de capitais, irá investigar a compra de parte da Azaléia pela Vulcabras. A suspeita é que tenha havido vazamento de informações, já que as ações ordinárias da Vulcabrasm, que dão direito a voto, tiveram valorização de 44,85% um dia antes da divulgação do negócios e as preferenciais (sem direito a voto) subiram 12,92%, revela reportagem da Folha de São Paulo na edição desta quarta-feira.
Na última semana, os papéis da fabricante de calçados oscilaram muito, com valorização final de 99,8%, entre os dias 3 e 10. A Vulcabras divulgou anteontem que comprou 15% do capital social da Azaléia e que está em negociações para a aquisição total do controle, por valores não revelados.
Aquisição
Na última segunda-feira a Vulcabras anunciou que pretende adquirir o controle acionário da Calçados Azaléia. A intenção foi revelada em comunicado à CVM no qual a Vulcabras informa a aquisição de pouco mais de 30 milhões de ações preferenciais da Azaléia.
Com isso, a Vulcabras passou a deter 22,67% das ações preferenciais da emissão da Azaléia e 15,06% do capital social da empresa.
"A partir deste momento é intenção da Vulcabras do Nordeste S.A. iniciar negociações objetivando a aquisição do controle acionário da Calçados Azaléia S.A.", revelou a empresa em seu comunicado.
A Vulcabras registrou em 2006 receita líquida de R$ 444,64 milhões, valor pouco maior que a metade do faturamento líquido da Azaléia no mesmo período, que foi de R$ 791,58 milhões.
Segundo informações da empresa, a Azaléia produz 45 milhões de pares de sapatos por ano, emprega 14 mil funcionários e faturou cerca de R$ 800 milhões no ano passado.