Rio de Janeiro, 23 de Outubro de 2026

CUT aprova novo plano de lutas durante assembléia em São Bernardo do Campo

Sábado, 09 de Agosto de 2008 às 07:42, por: CdB

Como parte das comemorações dos seus 25 anos, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizou na tarde da última sexta-feira, em São Bernardo do Campo (SP), uma assembléia para votar seu novo plano de lutas. Debaixo de chuva, na Praça da Matriz, as cerca de seis mil pessoas, segundo a organização (duas mil pessoas, nos números da Polícia Militar), aprovaram o plano de lutas por unanimidade.

Entre os temas apresentados pela CUT em seu plano de lutas estão o combate à inflação, a defesa de uma nova tabela do Imposto de Renda, a redução de jornada de trabalho, a intervenção nas eleições municipais e a busca pela hegemonia de projetos na sociedade, item que foi destacado pelo presidente nacional da central, Artur Henrique.

Segundo ele, a disputa pela hegemonia vai exigir uma disputa pelo modelo de desenvolvimento.

- Queremos ter desenvolvimento, mas que venha junto com crescimento econômico, com distribuição de renda, com valorização do trabalho e, principalmente, com sustentabilidade social e ambiental - disse.

Sobre a busca por um novo modelo no Imposto de Renda, Artur Henrique disse que a proposta da CUT é que "quem ganha menos, pague menos; quem ganha mais, pague mais". A idéia, segundo ele, é que "quem aplica no setor produtivo e gera emprego e renda", pague menos impostos.

- Mas quem aplica na Bolsa de Valores, quem aplica no mercado financeiro e não gera absolutamente nenhum emprego, tem que pagar mais impostos - completou.

Henrique também criticou o aumento de juros para conter a inflação.

- Nossa proposta é menos juros, menos especulação, mais crescimento econômico e mais comida no prato brasileiro. Para isso é preciso reforma agrária, fortalecimento da agricultura familiar e a possibilidade de produzir alimentos de melhor qualidade e de maior quantidade para o conjunto da população - disse.

Edílson de Paula Oliveira, presidente da CUT em São Paulo, acredita que uma das principais lutas da central será a da redução da jornada de trabalho.

- Nós não podemos esperar 80 anos para reduzir a jornada de trabalho. Temos que trabalhar na perspectiva de fazer uma organização, uma luta em todo o Brasil e convencer os nossos deputados federais e senadores de que é importante a redução da jornada de trabalho no país para se poder ter uma jornada mais adequada para a realidade de hoje - concluiu. 

A CUT defende a jornada de trabalho de 40 horas semanais.

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