Rio de Janeiro, 27 de Agosto de 2026

Custo de vida da cidade de São Paulo diminui em abril, apesar da alta dos combustíveis

Quinta, 05 de Maio de 2011 às 12:04, por: CdB

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Apesar da alta dos combustíveis, o Índice de Custo de Vida (ICV) da cidade de São Paulo foi de 0,80% em abril, 0,11 ponto percentual menor que o ICV do mês de março (0,91%). O dado foi divulgado hoje (5) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Um dos grupos que mais colaboraram para o aumento da inflação foi o transporte, com alta de 3,33%. Segundo o Dieese, o aumento em transporte ocorreu apenas no subgrupo individual, já que não houve alta no transporte coletivo. O que contribuiu para isso foram os reajustes dos combustíveis, que passaram de 5,20% em março para 8,15% em abril. O aumento se deu tanto no álcool (12,07%) quanto na gasolina (6,66%).

Além de transporte, outros grupos que colaboraram para a inflação foram saúde (1,05%) e alimentação (0,26%), que, juntos com transporte, representam mais da metade (58,50%) dos gastos familiares.

Em saúde, o aumento se deu principalmente por causa dos medicamentos e dos produtos farmacêuticos (4,37%), com os remédios sofrendo reajustes entre 2,28% e 6,04%.

Em alimentação, houve alta nos produtos da indústria alimentícia (0,56%) e alimentação fora do domicílio (0,64%).

O ICV de equipamentos teve queda (0,79%), com deflação nos subgrupos eletrodomésticos (-1,05%) e de móveis (-1,10%)

A inflação geral acumulada nos últimos 12 meses, entre maio de 2010 e abril de 2011, ficou em 7,33%. Nos quatro primeiros meses do ano, a inflação geral acumula alta de 3,44%.

Dos dez grupos que fazem parte do ICV, dois apontaram taxas superiores ao índice geral acumulado dos quatro primeiros meses deste ano: transporte (9,84%) e educação e leitura (5,34%). Taxas menores que o índice geral acumulado ou negativas foram encontradas em saúde (1,87%), habitação (1,64%), vestuário (0,74%) e equipamentos (-1%).

Já no acumulado dos últimos 12 meses, dois grupos apresentaram taxas superiores ao índice geral: transporte (11,55%), puxado principalmente pelo reajuste no álcool (46,63%) e alimentação (9,55%), com alta nos produtos in natura e semielaborados (10,89%) e na alimentação fora do domicílio (13,04%).

Segundo o Dieese, entre dezembro de 2010 e abril de 2011, tanto os preços da gasolina quanto do álcool subiram, mas o aumento do álcool foi maior, atingindo uma participação sobre o preço da gasolina de 81,7%. Para o órgão, isso sugere que a alta acentuada no preço da gasolina, a partir de março deste ano, tem como origem não somente a composição de álcool na gasolina, como também a pressão feita pelo aumento da demanda por este combustível pelos proprietários de veículos flex.

Para o Dieese, a entrada da safra da cana, em maio, e a queda na demanda por etanol podem resultar em diminuição dos preços de ambos os combustíveis.

Edição: Lana Cristina
 

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