Rio de Janeiro, 11 de Maio de 2026

Custo com matéria-prima deve manter alta em 2005, prevê Belgo

A Belgo-Mineira, unidade de aços longos da siderúrgica européia Arcelor, espera que os custos com matérias-primas continuem altos em 2005, segundo prospecto para a criação da holding que reúne os ativos brasileiros da companhia. A Arcelor informou em julho que estava reagrupando suas unidades no Brasil - Belgo-Mineira, CST e Vega do Sul - em uma única empresa que será listada na Bovespa. A Arcelor vai se tornar a maior produtora de aço. (Leia Mais)

Sexta, 02 de Setembro de 2005 às 08:51, por: CdB

A Belgo-Mineira, unidade de aços longos da siderúrgica européia Arcelor, espera que os custos com matérias-primas continuem altos em 2005, segundo prospecto para a criação da holding que reúne os ativos brasileiros da companhia.

"(A Belgo-Mineira) espera que o custo com matérias-primas continuem altos durante 2005, com o fornecimento internacional de coque seguindo limitado e os preços de sucata e ferro gusa aumentando no Brasil", afirma o prospecto, publicado no site da Arcelor (www.arcelor.com).

A Arcelor informou em julho que estava reagrupando suas unidades no Brasil - Belgo-Mineira, CST e Vega do Sul - em uma única empresa que será listada na Bovespa. A Arcelor Brasil vai se tornar a maior produtora de aço da América Latina com capacidade de baixo custo de 11 milhões de toneladas por ano que atenderá a América do Norte e o mercado local. A empresa européia manterá 75% da unidade brasileira sob seu controle. A CST, onde a Arcelor detém 70% de participação, vai se tornar uma unidade controlada pela Belgo, que, por sua vez, é controlada em 58,5% pela empresa européia.

A Belgo vai emitir novas ações que serão entregues aos acionistas minoritários da CST em troca por suas ações. A relação será de 9.320 ações da CST para cada 1.000 ações ordinárias da Belgo. As empresas vão promover reuniões com acionistas em 12 de setembro e a transação deve ser completada em 13 de outubro.

A Arcelor espera ter economia de custos de US$ 70 milhões por ano a partir de 2006.
A Belgo-Mineira também espera que os preços das exportações de aço continuem fortes este ano.

"Os preços do aço podem começar a recuar mais para o final do ano, conforme a capacidade de produção mundial aumenta (incluindo a China) em resposta à alta demanda e isso deve acabar superando a demanda mundial."

A companhia também informa que a procura por aço no Brasil pode enfraquecer se as taxas de juros continuarem altas, o que prejudica o setor de construção, mercado importante para aços longos.

"A contínua apreciação do real em 2005 pode reduzir as margens das exportações de aço da Belgo", acrescentou a empresa. A CST deve expandir sua capacidade de produção anual para 7,5 milhões de toneladas em meados de 2006. Atualmente, o nível de produção está em 5 milhões de toneladas. A Arcelor vendeu 43,9 milhões de toneladas de aço em 2004.

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